Terça-feira, 29 de Março de 2011

Globalização selvagem - China, etc

A Globalização, tal como foi concebida, vai determinar o fim da prosperidade económica e social do ocidente, que passará para segundo plano e será ultrapassado pelas as novas superpotências que esta "globalização selvagem" ajudou a criar: a China, a Índia... O Ocidente caiu na armadilha da globalização que interessava às grandes Companhias que pretendiam aproveitar-se dos baixos custos de produção no oriente. Todos nós sabemos que o custo da mão de obra é insignificante como factor de produção no valor dos bens produzidos nos países emergentes do oriente em virtude dos baixos salários e da inexistência de quaisquer obrigações sociais. Como os bens produzidos nesses países se destinam ainda, sobretudo, à exportação para ocidente, quando a população do ocidente perde poder de compra, a crise acaba por atingir também as novas potências. Mas a crise nesses países é e será sempre um menor crescimento económico: há poucos anos o crescimento económico da China era de dois dígitos e agora deverá ficar-se por 6 ou 7%, o que não poderá chamar-se “crise”. A verdadeira crise atinge é o ocidente e quando passar o centro económico do mundo estará a oriente. Os próprios EUA também serão ultrapassados, comprovando a regra que determina a ascenção das civilizações, o seu auge e depois a sua queda. Os países ocidentais apressaram a queda quando aderiram à "globalização selvagem", porque não exigiram aos países do oriente que para venderem os seus produtos para ocidente tivessem que se comprometer em prestar às suas populações melhores condições sociais, tais como: a criação de regras laborais justas, melhores salários, menos horas e menos dias de trabalho,  liberdade de expressão, direito à livre associação (sindicatos), férias anuais pagas, assistência na infância, na doença e na velhice. Não! o ocidente optou simplesmente por abrir as suas portas à livre circulação de mercadorias, provocando uma "concorrência desleal e selvagem” da qual sairá sempre a perder. Restarão às unidades de produção ocidentais três alternativas: 1ª) Mudam-se para oriente; 2ª) Fecham portas antes da falência para salvaguardar o interesse dos seus accionistas; 3ª) Nada fazem e não resistem à concorrência que lhes foi imposta e vão à falência. A única alternativa para o problema seria a de nivelar os salários e demais condições laborais pelo oriente. E não será a isso que estamos a assistir neste momento? Nalguns desses países existe mesmo escravatura no significado literal da palavra; e trabalho infantil (não de jovens de 14,15 anos mas de crianças de 6,7 anos). E os trabalhadores? será que depois do razoável nível social que atingiram no ocidente vão aceitar trabalhar a troco de um ou dois quilos de arroz por dia sem direito a descanso semanal, sem férias, sem reforma na velhice, sem apoio na doença, sem apoio na educação para todos? Não! o ocidente está já a iniciar um penoso caminhar em direcção ao caos: a indigência e o crime mais ou menos violentos irão crescer e atingir níveis inimagináveis apenas vistos em filmes de ficção que nos põem à beira do fim dos tempos como consta nos escritos bíblicos. Os Estados irão a pouco e pouco isentar as empresas dos custos da Segurança Social como incentivo à sua não deslocalização e a Segurança Social será cada vez mais suportada apenas pelos próprios trabalhadores e não poderá em breve suportar o esforço para minimizar os problemas que irão crescer. A época áurea do ocidente já é coisa do passado e em breve encher-se-á de grupos de marginais desesperados sobrevivendo à custa de expedientes criminosos: burlas, furtos, assaltos... Iremos regredir no tempo cem anos, a actual classe média desaparecerá e no futuro existirão apenas uns poucos muito ricos e os pobres: os muito ricos habitarão autênticas fortalezas protegidas por todo o tipo de protecções e apenas sairão rodeados por guarda-costas dispostos a matar ou a morrer pelo seu “senhor”; haverá, em simultâneo, uma enorme mole de gente desesperada de mendigos e de salteadores que lutam pela sobrevivência a todo o custo e cuja protecção apenas poderá ser conseguida aderindo aos grupos/bandos que dominarão as ruas, ficando as polícias confinadas aos seus espaços próprios e reservadas para reprimir as “explosões” sociais que possam surgir. Os militares, agora profissionalizados, acabarão por ser chamados a auxiliar também nestas funções. Por fim, os resultados eleitorais deixarão de ser os esperados e os que são considerados aceitáveis pelas "democracias" ocidentais. Então regressarão de novo as ditaduras.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 10:30
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2 comentários:
De P a 8 de Janeiro de 2011 às 02:07
Cuba é o mal do mundo. A culpa disto tudo é do Fidel!


De Zé da Burra o Alentejano a 19 de Janeiro de 2015 às 18:28
Eis o ilustre comentário de um "P" que nem merece resposta


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