Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

Os beneficiários da ADSE, esses previlegiados.

Muita gente fala nos beneficios da ADSE mas não referem a existência de outros sistemas de saúde muito mais generosos, até dentro do Estado,  como sejam os das forças militares (ADME), das forças militarizadas e de outros serviços públicos. As Empresas Públicas e muitas Privadas têm também sistemas de saúde próprios bem mais generosos que a ADSE, como por exemplo: os Bancos, as Companhias de Seguros, a Carris, a CP, a TAP, Autoeuropa e algumas empresas que lhe fornecem serviços, etc.... As boas Empresas concedem aos seus funcionários "Seguros de Saúde" bem mais generosos que a ADSE e que incluem até os cônjuges mesmo que descontem para a Segurança Social, o que não acontece na ADSE em que apenas as chamadas "domésticas da sua própria cazinha" têm direito à ADSE (se o cônjuge tiver descontos para a SS já não tem direito. Porque se esquecem sistemáticamente dos outros sistemas de saúde e falam sempre na ADSE? Sabem que os funcionários públicos descontam dos seus vencimentos diretamente para o sistema? e que até houve um desconto suplementar para a ADSE no Subsídio de férias de 2011? É verdade que os FPs têm alguma facilidade de acesso a um médico particular porque podem ir a um que tenha convenção com a ADSE e pagam uma pequena taxa, porém, como a ADSE se atraza sistemáticamente nos pagamentos a esmagadora maioria dos médicos e clínicas privadas já não fazem acordos com a ADSE (ou deixaram de ter). Algumas clínicas até têm acordos para exames de diagnóstico com o SNS mas não com a ADSE, pelo que os FPs não podem ir a essas clínicas a não ser que paguem integralmente o serviço. As tabelas de compaticipação nos exames de diagnóstico são por vezes mais caros para os beneficiários da ADSE do que para os beneficiários do SNS, que engloba a população em geral, quer descontem ou não para a SS, mas exclui os FPs (?), porque quando um FP é assistido no SNS a fatura é enviada à ADSE para pagamento do serviço. Mas, os funcionários públicos também ajudam a suportar os SNS com os seus impostos diretos e indiretos (e não têm benefícios fiscais pelo facto de serem FPs) e por isso não se compreende a lógica.  

Os funcionários públicos têm sido os "bombos da festa", foram os primeiros a pagar, com cortes nos salários, principalmente nos mais elevados, para ajudar o país a levantar-se da crise e continuarão a fazê-lo agora com os restantes portugueses.

 

Quanto a salários: todos saberão que os mais baixos estão ao nível do ordenado mínimo nacional e que os mais altos ficam muito abaixo dos mais altos praticados nas Empresas privadas, por isso muitos FPs, mòrmente os mais qualificados, estão a sair com pesadas penalizações. Eis porque começa a existir já uma enorme carência de médicos no SNS. Os FPs não são pessoas cinzentas e inúteis, mas são as que prestam diversos serviços à comunidade, como por exemplo: médicos, professores, enfermeiros, e outros com estatutos especiais, como: juízes, militares, polícias, GNR, Serviços de Fronteiras. As mais baixas categorias foram banidas da FP  já há bastante tempo. Assim, serviços de limpeza, cozinha, porteiros (agora chamados "Seguranças") e outros foram contratados a empresas privadas, ainda que acabe por sair mais caro ao orçamento do Estado. A esmagadora maioria dos atuais FPs são pessoas altamente qualificadas, e é por isso que a média de salários é superior ao das Empresas privadas. 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 09:55
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

Renegociação da dívida grega (e não só)

"Conselheiros do governo alemão propõem reestruturação da dívida grega". poderá ser lido em

http://www.destak.pt/artigo/101723-conselheiros-do-governo-alemao-propoem-reestruturacao-da-divida-grega

 

Alguns dos partidos portugueses, que ficam normalmente fora das opções eleitorais dos portugueses, há muito que advogam esta e outras medidas para ajudar Portugal a sair da crise e, a pouco e pouco, o tempo vai-lhes dando razão...


A necessidade de renegociação dos juros a pagar pela dívida, a criação "obrigações de dívida europeia" e a criação de "agências de rating europeias" são uma resposta óbvia e urgente ao ataque das agências de rating americanas, que são demasiado condescendentes para com a economia dos EUA, mas que têm cometido erros graves de avaliação, como por exemplo: dando alta cotação a bancos americanos que logo de seguida vão à falência; e que são demasiado duras com para com as economias europeias, em especial as dos países mais débeis.

 

Os países mais fracos da UE foram enganados pela própria UE que lhes fez crer ser este um espaço solidário, que na realidade não é, e por isso se endividaram como juros bastantes baixos. Só que na UE a tal solidariedade não existe e até o próprio Banco Europeu exige juros diferenciados conforme o país que recorre aos seus fundos e quem está em maiores dificuldades tem que suportar taxas juro mais altas, incluindo nos empréstimos do Banco Europeu. A situação tem vindo a piorar sem que haja uma reação da UE e já é incomportável para os países mais visados, por isso, o colapso será inevitável se nada for feito.

 

As Agências americanas cedo se aperceberam da real falta de solidariedade económica dentro da UE e por isso atacaram já há algum tempo as economias dos países mais fracos, cotando-os com "ratings" cada vez mais baixos, o que leva os investidores a exigir taxas de juro cada vez mais elevadas. Apesar do anunciado risco, muitos milhões têm sido ganhos pelos investidores à custa da ruína dos povos dos países em dificuldades que estão na mira das tais agências (o que nem quer dizer que sejam os mais endividados). As agências criam o problema e ganham, perversamente, com isso, e, se nada for feito, um após outro, muitos países da UE irão sucumbir à lógica egoísta dos membros mais fortes que não ajudam verdadeiramente os que estão a ser alvo do ataque.

 

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 11:49
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Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

266 escolas vão fechar - notícia de hoje dia 15/7/2011

Antes de fecharem as escolas criem um sistema de "TRANSPORTE ESCOLAR" e não deixem as crianças dependentes do transporte próprio dos pais ou dos transportes públicos, até porque os horários não se encaixam devidamente no abrir e fechar das aulas. Muitas crianças e jovens têm que esperar muito tempo pelo transporte público.
 
Quando pensaram em fazer estas alterações deveriam ter pensado logo no problema do transporte e a ciaçãp de um "TRANSPORTE ESCOLAR" é a solução mais adequada e utilizada em alguns países. Não é jogando a responsabilidade sobre os municípios que resolvem o problema, até porque aqueles estão cada vez com menos dinheiro e o Estado poupa num lado (é verdade) mas à custa dos munícipios, que ficam sobrecarregados com mais esta obrigação.
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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 17:03
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Reprovações "Chumbos" nos exames finais de português e matemática - 2011

Os maus resultados nos exames de português e de matemática já eram de esperar e são a prova de que o atual sistema de ensino está errado: Os Governos mais recentes têm pretendido responsabilizar os professores, penalizando-os pelo insucesso escolar dos alunos, o que é um incentivo velado ao facilitismo à transição nos anos intermédios, cujos resultados se revelam apenas nos exames finais, se não forem demasiado fáceis. Portugal tem trabalhado para as ESTATÍSTICAS e só se tem interessado em aumentar o números de anos de escolaridade dos alunos, o que prejudica a qualidade do ensino. Sempre houve e haverá indivíduos com diferentes capacidades de aprendizagem e até de interesse pela escola, mas todos têm que possuir a escolaridade mínima estabelecida agora em Portugal no 12º ano, dado que para o desempenho de qualquer emprego será essa a habilitação mínima exigida. Assim quem não a tiver não tem acesso a muitos empregos para os quais não é exigida nenhuma qualificação académica especial. Para não excluir uma grande parte dos jovens há várias soluções: ou baixar o nível do ensino de forma a que todos sejam capazes de concluir o 12º ano; ou criar cursos de "segundas oportunidades" muito mais fáceis; ou as duas soluções em conjunto. Qualquer destas soluções é má para os bons alunos.

 

 

O que tem interessado é que que conste no estrangeiro que este país tem uma população com X % de indivíduos com o 12º ano. Mais: também convém que uma grande percentagem da população permaneça no sistema de ensino, até porque não há muitos empregos disponíveis e assim as ESTATÍSTICAS do desemprego também são mais favoráveis. Por isso, há jovens que permanecem na escola com limitadas capacidades de apredizagem e até contra a sua vontade: não aprendem e até prejudicam os professores e os colegas. Há muito que estes alunos ficaram para trás e já não conseguem acompanhar os colegas na aprendizagem das matérias que estão a ser ministradas; e a escola também já não lhes interessa. Melhor seria que entrassem de imediato no mercado de trabalho, porque se ficarem assim durante um par de anos terão muita dificuldade em se adaptar ao trabalho, porque perdem hábitos de cumprimento de horários (entrada/saída na escola), de se sujeitarem a uma autoridade superior (o do professor) e de trabalho (quem estuda está realmente a trabalhar). O resultado final será a criação de gerações de gente que sobreviverá, primeiro à custa dos pais e depois à custa da marginalidade e que serão uns inúteis. 

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 11:10
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