Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014

O PSD começa a dar mostras de desgaste


Este governo começa a dar mostras de desespero à medida que vê aproximarem-se as eleições, pois prevê a sua derrota inevitável como "prémio" das maldades que tem feito aos portugueses, ficando sem margem para continuar a coligação com o CDS.
Assim: ou irá aparecer um qualquer outro partido com o qual possa coligar-se; ou terá que socorrer-se de uma solução de recurso e negociar com o PS para continuar no governo ou poder influenciá-lo, caso fique o PS em 1.º lugar. Por isso está já a propor um consenso com a aposição. Deverá entender-se com o PS.

Mas agora dirão vocês, que novo partido tem hipóteses de surgir que possa aguentar o PSD no poder? É óbvio que será um partido que irá apresentar-se ao eleitorado com promessas de limpeza na área da corrupção; de acabar com as PPPs; com a maioria das fundações que servem para fugir ao fisco e receber benesses do Estado; promessas de melhorias na saúde; redução do desemprego, do IVA e do IRS, etc: um partido que será "um lobo vestido de cordeiro". Mas uma coisa é certa, esse partido irá esconder dos eleitores o projeto de aliança, acordo ou coligação com o PSD.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 11:49
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O motivo das "praxes"

Não há necessidade de nomear ninguém, mas, nos últimos tempos temos tido vários Ministros que sentiram a necessidade de serem conhecidos por doutor ou por engenheiro, sem que, na realidade, tivessem direito a qualquer um desses títulos que nada acrescentam aos seus conhecimentos e competências. Mas, em Portugal, muitas pessoas acham importante para o seu estatuto social possuir um desses títulos. Será esse o motivo porque se generalizou o tratamento de "senhor doutor" ou "senhor engenheiro" fulano de tal a qualquer pessoa detentora de um qualquer grau académico. Para o visado é, desde logo, uma honra que vai de encontro ao seu desejo de distinção relativamente ao comum dos mortais e fá-lo sentir-se muito mais confortável no seu ego pessoal, ainda que tenha a consciência de que o título não lhe é devido. 

 

É claro que a maioria dos conhecidos doutores são apenas licenciadas, bacharéis (ou obtiveram misteriosamente um título académico em poucos meses). Mas os que têm um documento oficial conferindo um qualquer grau académico poderiam na realidade juntá-lo ao seu nome. Quanto às engenharias existem cursos que dão direito ao título profissional de "engenheiro" e outros de "engenheiro técnico" e pronto.

  

O fenómeno é semelhante no Brasil e a tradição vem já do passado, do tempo da colonização do sertão brasileiro, cujos proprietários eram os conhecidos "coronéis". Mas, ainda hoje, os humildes "garçons" (empregados de mesa no Brasil) chamam, por respeito, de "senhor doutor" a qualquer cliente mais distinto que se lhes apresente, mesmo antes de saberem se tem ou não qualquer habilitação académica superior.

 

Quanto aos licenciados, bacharéis e outros que exigem ser tratados por "doutor" deveríamos acrescentar o apelido "da mula ruça". O antigo filme português, com António Silva e Vasco Santana, "A Canção de Lisboa" chamou-lhes de "doutores da mula ruça". 

 

A necessidade do título parece querer mostar aos restantes mortais que existem duas estirpes de seres humanos: os "doutores" e os "burros". motivo das praxes académicas parece ter origem na mudança de estatuto do jovem universitário, que em breve vai deixar de ser apenas um BURRO para vir a ser um DOUTOR.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 06:09
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Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014

Carta de despedida de um funcionário público

Porque julgo com interesse, vou divulgar uma "carta de despedida", que recebi de um amigo agora aposentado da função pública, que passo a transcrever:

 

"

É com muita mágoa que me despeço dos meus colegas, do meu posto trabalho e da Função Pública ao fim de mais de 40 anos de serviço. A minha aposentação chegou após 16 meses de espera, mas ainda assim antes do que previa há meia dúzia de anos, quando aguardava esse momento para após os 60 anos de idade. Porém, muitas mudanças se deram desde então neste país e na administração pública em particular que me fizeram desejar sair rapidamente, dadas as desmotivações, desilusões, desconsiderações e até calúnias relativas ao trabalho em funções públicas, cujos elementos passaram a ser vistos como uma corja de mandriões que apenas vivem à sombra do orçamento do estado. Os últimos governos determinaram, sem quaisquer estudos sérios, que havia “excesso” de funcionários públicos e que muitos deles teriam que ser dispensados o mais rapidamente possível, com recurso ao despedimento se necessário. Mas se assim é porque estão os serviços públicos entupidos e com longas filas de espera para atendimento? Porque aumentaram os dias e o número de horas de trabalho aos funcionários públicos que ficaram? Porque lhes reduziram o número de feriados e de dias as férias? Porque subiram o número de anos de descontos de 36 para 40 e a idade da aposentação dos 60 para 65, logo 66 anos de idade? Os compromissos assumidos pelo Estado Português foram quebrados e deitados no lixo, os quais determinaram a opção de muitos trabalhadores pela função pública em vez de irem trabalhar para as empresas privadas (ou públicas), onde tinha frequentemente regalias sociais bem superiores até, melhores salários e melhores perspectivas de carreira. O facto da aposentação chegar mais cedo e ser mais bem paga na função pública foi determinante na escolha que fizeram e agora é tarde para mudar. 

Na realidade, os políticos incompetentes e corruptos deixaram este país cair na crise, tendo gasto o dinheiro que havia e que não havia em obras faraónicas e desnecessárias, para além da notória e crescente corrupção que envolveu a construção de Centros Culturais, Exposições, Estádios de Futebol, rotundas, submarinos, PPPs, Swops. Vários bancos foram à falência ou estiveram muito perto disso porque o Banco de Portugal não cumpriu a sua obrigação de os fiscalizar, apesar de ter um Presidente mais bem pago que o do Banco Federal Americano. O Orçamento do Estado acabou por ser também aplicado para socorrer alguns desses bancos em risco. 

Os funcionários públicos (no ativo ou já aposentados) foram o alvo escolhido para serem os culpados pelo enorme buraco nas contas públicas, por isso são os mais sacrificados e pagam a maior fatia da crise, apesar de não terem qualquer responsabilidade relativamente à dramática situação a que este país chegou. Neste contexto, as reformas, pensões e salários na F.P. estão estagnados já há vários anos e baixam até com a aplicação de taxas e mais taxas que lhes são constantemente impostas. E só não se foi ainda mais longe porque o Tribunal Constitucional considerou algumas das medidas ilegais por não estarem de acordo com a lei fundamental do país que o PSD, agora no governo, também aprovou.

A ADSE, o sistema de proteção à saúde dos FPs, foi diabolizada por políticos e pela comunicação social ao seu serviço ao mesmo tempo que aumentaram a comparticipação  dos funcionários no ativo e dos aposentados para o sistema, apesar de existirem outros, até no próprio Estado, muito mais generosos. As Empresas públicas e algumas privadas têm sistemas próprios de proteção à saúde também de fazer inveja aos FPs., mas os “bombos da festa” são sempre os mesmos.    

Para reduzir os gastos com estes funcionários, os últimos governos criaram um sistema de “avaliação” de desempenho muito pouco objetivo que acaba por nada avaliar e que na realidade serve apenas o l ivre arbítrio das hierarquias para premiarem ainda mais o compadrio, a amizade, quiçá as opções políticas do trabalhador. Na realidade, as hierarquias são elas próprias escolhidas não por mérito mas por outros critérios (...), sendo a fraca produtividade da função pública um reflexo disso mesmo. A progressão dos funcionários públicos nas suas carreiras tornou-se ainda mais injusta com a aplicação deste novo sistema de “avaliação”. Antes todos os FPs podiam ser promovidos nas suas carreiras, mas caso não o fossem, pelo menos, tinham assegurada uma pequena progressão e um pequeno aumento salarial de três em três anos que compensava em parte o valor da inflação, pois, como é sabido, os aumentos anuais dos salários na FP sempre ficam abaixo dos conseguidos nas empresas públicas e privadas. A partir da implementação do novo sistema de “avaliação” as promoções ficam reservadas para quem tiver nota de “excelente”, que não pode ultrapassar uma pequena percentagem pré-estabelecida de funcionários, onde acabam incluídos os tais protegidos, por isso, daqui em diante os restantes funcionários ficam com muito poucas possibilidades de promoção. Se antes a escolha das chefias já padecia de vícios, agora a doença alastrou a toda a função pública. Assim, apesar das penalizações a que fui sujeito e outras que poderão vir, optei por desistir e ir-me embora, resta-me dizer adeus!
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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 12:44
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Domingo, 9 de Fevereiro de 2014

Em quem votar nas próximas eleições, em maio de 2014?

 Os principais partidos políticos: PS, PSD e CDS foram capturados pela corrupção, por isso mesmo eu defendo que nas próximas eleições deveremos votar nos pequenos partidos para ajudarem a desmascarar a podridão em que os partidos do "arco do poder", acima referidos, nos meteram e nos ajudem a moralizar a política. Há quem prefira não votar e aconselhe a que façamos o mesmo, mas - pergunto eu - para quê? Haverá sempre quem vote nos atuais detentores do poder e para que eles ganhem não é necessário que a maioria da população vá votar. É claro que os "boys", "girls" e outros que previlegiados pelo sistema vigente (sempre uma minoria) nunca faltarão à chamada.
Por exemplo: o atual Presidente da República ganhou as eleições com uma maioria (53,3%) de abstencionistas. Se considerarmos o voto nos outros candidatos, os brancos e os nulos, chegaremos à conclusão de que o atual PR, Cavaco Silva foi eleito por um pequeno grupo de potenciais eleitores (22,98%), mas nem por isso deixa de ter legitimidade para ocupar o lugar, porque, na realidade, quem não vota não conta para a escolha do vencedor. Se assim é, porque há quem defenda publicamente a abstenção? só vislumbro duas possibilidades: ou por ignorância; ou como uma estratégia política para apoiar os atuais detentores do poder, pois ao convencer os descontentes a não votar, afasta-os das urnas e torna-os inofensivos.
IMPORTANTE: Há que votar, portanto, nos partidos contra poder PCP, BE, MRPP, etc... mas a nossa responsabilidade não se fica por aí, depois há que vigiar esses partidos para mudarmos de voto nas eleições seguintes, caso sejam também capturados pela corrupção ou nos queiram lançar em utópicas aventuras políticas.
Vamos às contas das últimas eleições presidenciais referidas acima:                 

 

Universo de potenciais eleitores:                9.656.797  (100,00%)
Votos em Cavaco e Silva:                          2.231.603      (22,98%)
Votos nos restantes candidatos:                 1.982.829  (20,42%)
Votos em branco:                                       191.284       (1,97%)
Votos nulos:                                                86.581 (0,89%)
Abstenção:                                             5.164.500 (53,19%)

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 14:44
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