Segunda-feira, 28 de Abril de 2014

Passos Portas até ao fim da legislatura

Ao contrário do que eu havia previsto, o CDS vai apoiar este governo até ao fim da legislatura. É claro que se o CDS depois fosse sòzinho a eleições, estaria sujeito a desaparecer do espetro político português, porém Passos Coelho e o PSD resolveram o problema, formando uma coligação para as eleições: as próximas (europeias) e as seguintes (as legislativas), assegurando assim a sobrevivencia do CDS. 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 11:40
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Horas extraordinárias versus desemprego

Para quando a legislação do governo de Passos Coelho (PSD/CDS) no sentido de limitar o recurso às horas extraordinárias aos casos extraordinários?

 

As horas extraordinárias deveriam aumentar o seu preço para desincentivar o recurso a essa modalidade aos casos reais e extraordinários. Baixar o preço das horas extraordinárias é fazer precisamente o contrário.

 

Quando uma Empresa usa recorrentemente a modalidade precisa na realidade de mais trabalhadores, nem que seja de forma temporária.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 11:36
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Como votar nas próximas eleições?

Ainda há muito boa gente, bem intencionada, que defende a abstenção. Pois, pela experiência de décadas, sabemos qual é o resultado das grandes abstenções que temos tido. Por exemplo, o atual Presidente da República recolheu em 2011 apenas 22,98% dos votos do universo de potenciais votantes?

Ora vamos lá fazer as contas:

Universo de potenciais eleitores: 9.656.797     (100,00%)
Votos em Cavaco e Silva: 2.231.603                 (22,98%)
Votos nos restantes candidatos: 1.982.829        (20,42%)
Votos em branco: 191.284                                (1,97%) 
Votos nulos: 86.581                                         (0,89%)
Abstenção: 5.164.500                                     (53,19%)

 

A escolha de votar (ou não) é obviamente sua, seja nas eleições presidênciais, nas europeias, nas legislativas ou nas autáquicas!


OBS. A percentagem total dos votantes mais os abstencionistas tem que somar 100%, como é matematicamente óbvio. Mas se somarmos as percentagens que aqui coloquei dá apenas 99,45%. o motivo deve-se ao facto de ter desprezado os valores para além das 2 casas decimais. Talvez tenha exagerado nesta explicação que entendi dar porque há pessoas mais fracas em contas, ainda que simples e que se aprendiam até na antiga 4.ª classe. 

 

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 19:12
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Terça-feira, 22 de Abril de 2014

Bairros Sociais em luta contra o IHRU

 

Moradores de diversos bairros sociais da grande Lisboa manifestaram-se hoje, dia 22-abril-2014, frente ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) contra os brutais aumentos das rendas das suas habitações, valores que atingem nalguns casos os 2.600% ao fim dos 3 anos de transição para as novas rendas.

 

Muitos dos moradores ali presentes são oriundos dos famigerados "bairros lata" que na altura do 25 de abril de 1974 proliferavam por Lisboa e arredores e pagam mensalmente cerca de 15,00 €, o que representava à altura do realojamento não mais de 20% do rendimento mensal do agregado familiar. Desde então as rendas nunca foram aumentadas, até porque tinham sido fixadas num valor máximo também chamado de "RENDA TÉCNICA". Além disso, por morte do arrendatário, que na altura tinha que ser sempre o "chefe de família" (por influência ainda do regime anterior), o arrendamento era transmissível aos restantes elementos do agregado familiar que tinham sido realojados em conjunto com o arrendatário; e posteriormente aos seus descendentes, desde que habitassem sempre na moradia.

 

Mas de um momento para outro, os compromissos assumidos pelo estado português deixaram de ser respeitados e o IHRU pretende agora aplicar rendas que atingem os 400,00 € (isto representa nalguns casos aumentos de 2.600%).

 

Muitas destas habitações são de qualidade bastante sofrível, o que não será de admirar dado se destinarem às classes sociais mais baixas e terem rendas também inferiores. Para além disso, durante décadas não houve qualquer conservação nestas habitações, embora nos últimos meses tenham feito algumas obras de fachada, mas casos há em que nem sequer foram feitas quaisquer obras ainda, porém os aumentos são para aplicar de imediato. Mas naquelas em que foram feitas algumas melhorias elas limitaram-se ao exterior, continuando muito húmidas de inverno e tórridas de verão; o que apenas pode ser compensado, em parte, com altos gastos em energia para a sua climatização. Este problema não pode ser resolvido de todo até porque nalguns casos as habitações foram construídas com paredes simples e sem o normal tijolo de barro perfurado, mas num material já obsoleto e permeável ao frio e ao calor. O resultado é bem vísivel em muitas das habitações onde as paredes estão negras com tanta humidade que prejudicia obviamente a saúde de quem lá habita.

 

Mais notícias poderão ser vistas na gravação em vídeo feita pelo CMTV, em: http://cmtv.sapo.pt/atualidade/detalhe/dezenas-manifestaram-se-contra-a-lei-do-arrendamento.html

 

Parece que neste país já não há bom senso e deu loucura nos governantes...

 

 

 

 

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 18:30
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Domingo, 13 de Abril de 2014

O Socialismo de Direita é ao contrário.

O Socialismo e a Social Democracia eram ideologias políticas para eliminar a pobreza e reduzir as diferenças sociais. Algumas dessas ideias foram sendo postas em prática com maior ou menor sucesso em muitos países em especial após o fim da 2.ª grande guerra mundial. O ocidente deve o bem estar social a várias regras que foi aplicando à sua população que assim foi abandonando a pobreza: foram criados ordenados mínimos para cada profissão, apoios à natalidade, na doença, na velhice, no desemprego, foram concedidos mais dias de descanso, menos horas de trabalho por dia, férias pagas que se foram tornando mais longas ao longo do tempo, subsídios de nascimento, de férias, de natal, de funeral, etc., foram construídos bairros sociais, por vezes, de qualidade inferior mas com rendas também menores às de mercado e suportáveis para os cidadãos de menores rendimentos. A Europa ocidental tornou-se assim um exemplo a seguir para o mundo inteiro; enquanto que ideias mais avançadas acabaram mal sucedidas nos países de Leste que declaravam ter implantado o Socialismo e que rumavam já para o Comunismo.

Mas uma nova filosofia surgiu e foi imediatamente posta em prática, nomeadamente no nosso país: Uma espécie de "Socialismo de Direita ou ao contrário". Como é esta nova forma de Socialismo? É muito simples de explicar e também de entender: É exatamente o contrário do que se anunciava antes e que já tinha sido posto de lado em toda a Europa após a queda do muro de Berlim e a adesão à Globalização Selvagem. Agora estão sendo retirados todos os direitos já adquiridos pelos trabalhadores e pelos mais necessitados. Como essa gente pouco ou nada pode contribuir para a manutenção das despesas do Estado, sobrecarrega-se a classe média de técnicos mais bem pagos, os pequenos comerciantes e industriais, que passam a suportar cada vez mais por si só as despesas do país, que incluem menores despesas na área social. Aliás, é esse mesmo o objetivo, reduzir nas despesas sociais para as distribuir pelas grandes Empresas, cujas obrigações fiscais e sociais vão também sendo reduzidas (ou eliminadas) tendo em vista o aumento dos seus lucros. Nessa linha criaram-se e desenvolveram-se os "paraísos fiscais".

 

Temos como exemplo o caso de Portugal:


1. Desrespeitam os acordos de trabalho celebrados com os sindicatos e desregulam o mercado de trabalho, incentivam a precaridade nos empregos, aumentam o número de horas e de dias de trabalho, reduzem os salários, os dias de férias e o preço das horas extraordinárias, incentivando-as, ainda que à custa de mais desemprego.

 

2. Facilitam o despedimento de todos os assalariados e em especial dos mais idosos que com a idade começam a ficar menos produtivos. Reduzem a indemnização que estava prevista em caso de despedimento e limitam-na a um teto que prejudica duplamente os mais velhos e com mais anos de trabalho na Empresa. Estes idosos jamais encontrarão qualquer posto de trabalho e ficam com direito a um subsídio de desemprego de menor valor e durante muito menos tempo. Depois, quando acabar, terão que aguardar sem qualquer apoio a sua pensão de reforma que chegará cada vez mais tarde e com um valor menor, após terem descontado e pago todos os seus impostos durante os muitos anos de trabalho.

 

3. As  indemnizações pagas por despedimento, agora reduzidas, devem passar a ser comparticipadas pela segurança social, i.e. socializa-se a indemnização do despedimento que passa a ser pago em parte pelos contribuintes e pelos outros trabalhadores.

 

4. As habitações sociais construídas no pós 25 de abril, cujas rendas foram fixadas em cerca de 3000$00 (ou até menos): no máximo 20% do rendimento da familiar, mantiveram por contrato as suas rendas fixas e a sua transmissão automática aos sussessores que moravam na habitação. A manutenção destas habitações foi negligênciada até atingirem uma confrangedora degradação que ainda agora pode ser visível, vão ter agora as suas rendas aumentadas em valores que atingem 2.600%: i.e., de 15€ (ou menos) podem passar para 400€, um valor superior até ao de mercado, tendo em consideração a inferior qualidade destas habitações, cuja manutenção continua em muitos casos negligenciada e quando foram feitas algumas melhorias foram-no apenas na fachada dos edíficios; por outro lado dão-se incentivos em termos de pagamento do IMI e de outros impostos a estrangeiros ricos que comprem habitações de luxo em Portugal: para além de lhes ser concedido automaticamente o direito de residência no país, estes cidadãos ricos ficam assim subsidiados pelos portugueses, pois vão beneficiar das infraestruturas pagas pelos contribuintes nacionais, embora não contribuam com o esforço que lhes seria devido se fossem nacionais

 

5. Os impostos das grandes Empresas estão sendo reduzidos (ou isentados), tal como as demais obrigações sociais para que seus lucros subam.

 

6. O Estado apoia as grandes empresas, nomeadamente os bancos em risco de falência, incluindo por má gestão ou por corrupção. Esses apoios são dados a partir de verbas muitas vezes conseguidas através de empréstimos contraídos pelo Estado português e que os contribuintes terão que pagar com juros ao longo de décadas.


7. As grandes Empresas são apoiadas monetariamente para darem emprego a desempregados com o dinheiro da segurança social para onde os desempregados descontaram por vezes durante anos a fio para que se um dia ficassem no desemprego tivessem uma ajuda monetária para a qual contribuiram. Em tempos havia um desconto com um nome mais sugestivo; "fundo de desemprego", mais tarde foi incluído nos descontos para a "segurança social" que ficou com a responsabilidade de pagar os subsídios de desemprego. Poderemos dizer que assim os trabalhadores passam a pagar parte do salário dos desempregados aos quais é dada uma função numa das Empresas escolhidas, embora o lucro do seu trabalho nem sequer seja repartido com a segurança social, pois quem acaba por beneficiar é apenas a Empresa que tem durante algum tempo mais trabalhadores com salário reduzido e quando esses contratados sairem outros virão nas mesmas condições.

 
8. O Estado passou a socializar os riscos de investimento em muitos casos, i.e. passou a assumir os riscos de muitos investimentos e as Empresas das parcerias terão que ser indemnizadas caso não atinjam os lucros que constam nos contratos assinados. Essas Empresas não arriscam nada e ainda garantem lucros que estão a ser suportados pelos contribuintes (é o exemplo das Parcerias Público Privadas).

 

9. Todas as Empresas Públicas onde foram feitos avultados investimentos, cujo pagamento ainda está em curso, estão a ser vendidas, normalmente por preços abaixo do seu valor, mas o Estado fica com os encargos das dívidas e com as partes das Empresas que dão prejuízo que será socializado (temos o exemplo da CP: Prevê-se a venda de todos os serviços lucrativos: linhas de Sintra, de Cascais, de Lisboa-Porto e da CP Carga); quanto aos restantes serviços não rentáveis ficam para o Estado, ou seja o contribuinte suportar. Algo idêntico já tinha acontecido com o BPN, um banco que só não foi à falência porque o Estado decidiu salvá-lo com dinheiro dos contribuintes. Depois vendeu os balcões e os negócios rentáveis e ficou com o lixo tóxico para socializar os milhares de milhões de prejuízos.


10. Muitas das empresas (além das PPPs) têm vivido à custa de contratos celebrados com o Estado que tem encomendado inúmeras obras, muitas delas desnecessárias até.


Muito mais poderia ser dito mas não pretendo tomar-vos muito tempo e isto chega para exemplificar o rumo e aonde nos levará o novo socialismo.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 21:21
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Vivemos num país e numa sociedade perversa com inversão de valores

Esta sociedade ocidental e este país em particular está a tornar-se estremamente perverso com a inversão de todos os valores morais. A prova chega-nos diariamente por diversas formas:

 

  1. Se um aluno se comporta mal na sala de aula, a culpa é do professor que o permite, embora não tenha hoje meios para o evitar em casos mais extremos. O professor é frequentemente penalizado na sua avaliação e os restantes alunos são prejudicados na aprendizagem porque o Ministério da Educação manda que a escola seja “inclusiva”, mas não dá soluções para as anomalias e assim estes alunos vão continuando nas aulas a prejudicar tudo e todos;

  2. Se um aluno é menos dotado ou se desinteressa das matérias escolares e não atinge os conhecimentos que seria suposto, o prejudicado é o professor na sua avaliação (mais uma vez), como se as crianças saissem de uma linha de montagem todas iguais, onde isso até nem acontece porque aí aparecem máquinas com defeito e por isso existe o controlo de qualidade que nunca atinge os 100%;

  3. Com o objetivo de proteger espécies em extinção esquece-se frequentemente que elas próprias são predadoras e que vão exterminar muitas outras de que se alimentam, caso se exagere nas regras que se criam para a proteção, o que acontece muitas vezes. Por exemplo no Alentejo com a proteção da cegonha desaparecem os lagartos, as cobras e os pequenos roedores;

  4. Se alguém é assaltado, aponta-se a vítima como o culpado que não protegeu convenientemente os seus bens;

  5. Se alguém é burlado, a culpa continua a ser da vítima que foi demasiado ingénua e se deixou enganar;

  6. Como não é crime o exercício da prostituição, pune-se o cliente, para acabar (?) com o negócio, cuja publicidade pulula por todo o lado, sobretudo nos jornais e em certas revistas que parece sobreviverem já muito à custa daquela publicidade. Nem é preciso falar na internet;

  7. Isenta-se o controlo de natalidade e o aborto do pagamento de taxas moderadoras, mas os cidadãos são obrigados a pagá-las quando são atingidos por doenças que lhes causam sofrimento, os põem em risco de vida ou os levam mesmo à morte;

  8. Sujeitam-se os cidadãos falecidos à apresentação da declaração de IRS através dos herdeiros, mas para além dos rendimentos dos falecidos, que até são conhecidos das finanças, como os herdeiros frequentemente não têm conhecimento das despesas que poderiam ser contabilizadas para abatimento à coleta, as declarações são frequentemente entregues sem esse anexo. E na velhice as despesas em saúde são em geral muito relevantes, embora, últimamente, isso também seja cada vez menos tido em consideração pelas finanças para os abatimentos o que também é revoltante;

  9. Paga-se de IRS uma taxa reduzida para ver qualquer espetáculo, incluindo uma tourada, mas uma taxa máxima nas contas de água, da luz e do gás;

  10. Se os clientes dos bancos são burlados quando depositam aí as suas poupanças, porque lhes vendem produtos de risco, informando que se trata de produtos idênticos aos depósitos a prazo, a culpa é dos clientes que não interpretaram os contratos escritos em linguagem técnica apenas acessível a um jurista;

  11. Se um banco está em risco de ir à falência porque a sua atividade não foi controlada por quem a devia fiscalizar, não se procura punir a gestão do banco e muito menos os responsáveis pela fiscalização. A solução é segurar o banco a todo o custo através dos impostos de todos os contribuintes em vez de fazer atuar o “fundo de garantia bancária” para devolver aos depositantes (as vítimas) a quantia que lhes seria devida e deixar simplesmente cair o banco;

  12. Se em caso de uma fatalidade o cliente de uma companhia de seguros acaba por constatar que o seguro que lhe foi vendido e que pagou durante muitos anos afinal não cobria os prejuízos que pretendia proteger porque consta nas múltiplas exclusões em rodapé e em letra miudinha, a culpa é do cliente que não soube interpretar o contrato com uma dúzia de páginas (ou mais), utilizando termos técnicos específicos cuja interpretação está acessível apenas a juristas;

  13. Se uma empresa dona de uma autoestrada erra grosseiramente e identifica mal um veículo que não pagou a portagem, os pedidos de compensação são aceites automaticamente sem prova inequívoca da identificação do veículo. Têm aparecido casos na TV que monstram erros grosseiros que continuam a avançar para penhora dos bens do proprietário sem que a Empresa reconheça e corriga um erro que até deveria dar direito a pedido de desculpas e a indemnização ao lezado pelos prejuízos e incómodos a que foi sujeito;

  14. Se existe um incêndio numa mata, em vez de se procurar o incendiário, puni-lo e procurar outros responsáveis que possam estar por detrás do crime de fogo posto e que beneficiam com ele. Não! A tendência é culpar e punir o proprietário por falta de limpeza. Nem sequer importa se a propriedade lhe garante o rendimento suficiente para fazer o trabalho. Agora terá passado a ser crime a existência de locais selvagens. Mas muitos desses locais até são do próprio Estado, não foram limpos e também foram pasto das chamas;

  15. Se um indivíduo se faz passar por um cidadão detentor de uma qualificação que na realidade não tem (médico, engenheiro, etc) é punido e pode ir parar à cadeia, mas se for um político em posição de destaque não se passa nada;

  16. Se um qualquer segredo de justiça (ou de Estado) se torna conhecido na comunicação social, em vez de se procurar a fonte que forneceu a informação, procura-se por todos os meios calar os jornalistas levando-os a Tribunal para que sejam punidos por terem divulgado um “segredo”, embora a missão e o dever do jornalista seja precisamente essa: dar a conhecer a informação a que teve acesso e que interessa ao seu jornal e aos leitores (ou outro meio de comunicação);

  17. O motivo do segredo de justiça é frequentemente usado de forma inversa ao qual deveria servir, pois serve frequentemente para defesa do arguido em vez de ser para proteção da investigação policial e da eliminação de provas;

  18. O “sistema de liberdades e garantias” está mal idealizado e acaba por ser usado em Tribunal por quem tem grandes meios económicos para contratar advogados altamente especializados em usar de expedientes para atrasar e imobilizar processos, frequentemente até à prescrição lezando as vítimas e até o próprio Estado em muitos milhões de euros;

  19. Se um cidadão comum se sente injustiçado e pretende apelar para Tribunal, essa possibilidade é-lhe cada vez mais dificultada por crecentes e exageradas custas e também porque os Tribunais vão fechando e os que restam ficam mais longe da sua residência, por vezes, em locais mal servidos por transportes públicos a partir de onde reside.

 

Nem sequer falei na corrupção que vai pelo país e na política, mas fico-me por aqui que a lista já vai longa e apenas serve de exemplo para mostrar como está moribunda esta civilização.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 06:51
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Terça-feira, 8 de Abril de 2014

Os portugueses estão descontentes com os políticos

 
Há muitos portugueses que estão descontentes com os vários governos que têm passado pelo poder em Portugal, em especial nas últimas décadas, porém as alternativas são poucas e passo a citar:
 
Poderão não votar; votar em branco; anular o voto, o que não afeta o ato eleitoral e temos disso já vários exemplos, pois o atual Presidente da República ganhou legitimamente as eleições à primeira volta com uma minoria de votantes, onde se incluem obviamente os votos em branco e os anulados. O PSD espera até manter-se no poder contando precisamente com o aumento da abstenção dos descontentes que não contam para as eleições.

Para além das alternativas acima indicadas apenas resta votar num outro partido e novos irão por certo surgir quando for a altura própria, mas a adesão será sempre muito duvidosa, por isso sugiro-vos que votem nos pequenos partidos, naqueles que estão logo abaixo dos que se têm revezado no poder (PS/PSD/CDS) para afastar o mais possível a corrupção que aqueles 3 partidos já não conseguem combater internamente.

Agora fica por nossa conta e até podemos votar nos mesmos, em qualquer um deles, porque são todos praticamente a mesma coisa, assim poderemos ter a certeza de que o país continuará o rumo que tem tido até aqui com os resultados conhecidos, mas esqueçam as "ofertas" de última hora que por aí costumam surgir em tempo de eleições. Mas há sempre quem se dê muito bem neste ambiente, esses já escolheram em quem votar e não faltarão nunca à chamada.
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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 09:15
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Domingo, 6 de Abril de 2014

CIP disponível para negociar melhoria do salário mínimo

O título deste post é notícia de hoje no Destak/Lusa 

 

Se o PATRONATO está disponível desde 2013 para celebrar um novo acordo sobre o salário mínimo nacional (deve entender-se: AUMENTÁ-LO), porque não aceita o Governo fazê-lo. O Governo é suposto servir apenas de moderador entre as partes (patronal / assalariados) mas está a impedir a melhoria de vida dos que trabalham em Portugal e com menores salários recebem. O aumento do salário nínimo nacional iria até aumentar os descontos de patrões e trabalhadores para os impostos e para a segurança social, ajudando assim as contas públicas, mas nem isso interessa a Passos Coelho.

 

Quando o representante do patronato reconhece que o salário mínimo está demasiado baixo para o custo de vida em Portugal, é porque é mesmo escandalosamente verdadeiro. O que este governo PSD/CDS parece desejar é voltar à situação anterior ao 25 de abril de 1974 e acabar de vez com o salário mínimo nacional. Este Governo é insensível e merece ser punido nas próximas eleições e nas seguintes.   

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 19:57
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Sábado, 5 de Abril de 2014

A Saúde cada vez mais longe dos portugueses

Hoje vou falar num assunto já muito conhecido que não será demais lembrar:

 

Apesar de se pagarem altas taxas para se ser atendido no Serviço Nacional de Saúde, os portugueses estão a ter cada vez maiores dificuldades em aceder a uma simples consulta no seu Centro de Saúde e nos Hospitais. Quando necessitam de um tratamento mais urgente, como por exemplo, tratar de uma gripe, são forçados, por vezes, a arrastar-se penosamente a altas horas da noite (4/5 horas da madrugada) para se postarem numa fila, na rua, ao relento, cheios de frio, por vezes com febre até, esperando a abertura do Centro de Saúde que abre em geral as portas às 8h00 para poderem ser atendidos. Mas em muitos casos acabam por regressar a casa sem atendimento porque os médicos só atendem um determinado número de doentes, para evitar, talvez, o pagamento de horas extraordinárias. O tempo de espera por uma consulta de urgência nos hospitais atinge dezenas de horas e programam-se consultas com anos de antecedência em que os doentes chegam a ser chamados depois de terem morrido. Alguns morrem nas imediações dos hospitais depois de serem atendidos e mandados embora para casa. Há quem não resista à falta de resposta do SNS e chegue ao extremo de se suicidar.

 

Como muitos Centros de Saúde têm fechado, os mais próximos ficam frequentemente mais mais longe, aumentando a dificuldade de muitos doentes serem atendidos. O problema é ainda maior se considerarmos as aldeias e as vila da província, onde os doentes não têm possibilidade de se deslocar ao Centro de Saúde a não ser que tenham algum familiar ou amigo que os leve. Nos tempos de hoje, as famílias já não vivem perto, como acontecia antigamente. Muitas tiveram que emigrar para sobreviver, dada a escassez de empregos disponíveis e a baixa remuneração em Portugal ser insuficiente para fazer face ao elevado custo de vida, que, em muitos casos, é superior até ao dos países mais ricos da UE. 

 

Uma simples ida a uma consulta é por vezes complicado, pois os Centros de Saúde e Hospitais onde se situam não são convenientemente servidos por transportes coletivos; ou são-no a horas que já não dá para se ser atendido; ou se tem que ir muito cedo; ou a viagem fica muito cara. Há casos relatados em que os doentes vão ao hospital na véspera e dormem em salas de espera para lá poderem estar a horas no dia seguinte e também porque não têm dinheiro para pagar uma dormida fora de casa.

 

Já há quem recuse o transplante renal que aguarda há muito tempo porque fica depois obrigado a deslocações regulares ao hospital e terá que as pagar pois o transporte gratuito de que beneficiava quando estava a fazer hemodiálise é-lhe retirado e o hospital fica por vezes a mais de cem de kilómetros de distância. Muitos desses doentes ficam sem meios económicos e preferem continuar com a hemodiálise.  

 

Dada a alta qualidade dos serviços de saúde em Portugal, está a promover-se agora o turismo de saúde para estrangeiros ricos virem cá tratar-se, pois os portugueses não têm capacidade económica para pagar a medicina privada e muito menos as intervenções cirúrgicas de que por vezes necessitam e pelas quais têm que esperar durante muito tempo, nalguns casos perdendo-se a sua eficácia por não terem sido realizadas a tempo.

 

Finalmente: os políticos portugueses ainda têm o descaramento de anunciar aumentos de "esperança de vida", como se não soubessem que as estatísticas se referem sempre ao passado. O que se passa agora virá nas estatísticas futuras se entretanto não decidirem alterar os parâmetros para o seu cálculo.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 11:49
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