Quarta-feira, 28 de Maio de 2014

Porque quer António Costa substituir António José Seguro à frente do PS?

Face ao resultado obtido nas eleições europeias, António José Seguro, António Costa e o próprio PS já se aperceberam de que o PS não conseguirá obter uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas. Sem qualquer partido à direita com o qual possa coligar-se, pois o CDS deverá manter a coligação com o PSD,  restará ao PS apenas uma solução: coligar-se ou fazer um acordo governamental com a AP (PSD+CDS), mas essa é a última solução a aplicar porque põe em causa o sistema de ROTATIVIDADE que tem tem gerido este país desde 1975 (vai fazer 40 anos).

Como se tem visto, António José Seguro não é capaz de fazer uma campanha eleitoral agressiva e demagógica (ou populista, se preferirem o termo) que crie expectativas aos eleitores tradicionais do PS e por isso não foi nem será capaz de os motivar para voto no partido. Talvez António Costa sinta que será capaz de fazê-lo e por isso quer avançar para a liderança do PS. É claro que se isso acontecer e o PS conseguir a tal maioria absoluta sózinho, as promessas eleitorais de António Costa ficarão imediatamente esquecidas, continuando o PS com a caminhada iniciada já há cerca de 20 anos pelos sucessivos governos, ora PS, ora PSD, ora PS, ora PSD... (por vezes com a bengala do CDS).

Mas será a maioria das federações que corresponda a uma maioria de militantes do PS que irá decidir se vai haver ou não um congresso extraordinário para que António Costa possa chegar á liderança do PS antes das legislativas, dado que a convocação de um congresso extraordinário ficou “blindado” no último congresso nos estatutos e apenas poderá ser convocado com o apoio das federações acima referidas.

A Ver vamos!

 

 

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 07:59
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Segunda-feira, 26 de Maio de 2014

E se estas tivessem sido as ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO NACIONAL?

Se estas tivessem sido as eleições parlamentares iríamos ter uma de duas soluções:

- um governo de coligação do Partido Socialista com o MAP (de MarinhoPinto) ou;

- um governo da AP (PSD+CDS) com o MAP (de MarinhoPinto).

Elas serão o mais tardar já em 2015. Esperem porque um ano passa depressa...

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 15:41
link do post | comentar | favorito
|

Porque apelam para a abstenção nas eleições?

Eu fui votar ontem, dia 25 de maio de 2014 e nunca tinha visto tão pouca gente a exercer o seu direito, apesar de já não ser demasiado cedo. Olhei de esguelha para a lista e reparei que a esmagadora maioria dos eleitores não tinha votado. Eu próprio constatei assim a enorme abstenção que se confirmou depois nas contagens dos votos (>63%).

 

De que serviu a alta taxa de abstenção? será que algumas cadeiras no Parlamento Europeu, destinadas aos eleitos portugueses vão ficar vazias? Senão vão, então serão ocupadas por quem? O que mais gostava era que me explicassem qual o interesse de apelar para a abstenção.

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 15:23
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

O descontentamento não justifica a abstenção

Há quem, por variados motivos, defenda a abstenção. Mais uma vez se prova que isso em nada afeta a legitimidade democratíca dos escrutínios: os lugares disponíveis são todos distribuídos pelos resultados das eleições, quer haja uma abstenção de 10 ou de 70%.

 Tivémos recentemente, em 25 de maio de 2014, as eleições europeias de 2014 em que os resultados ainda provisórios (porque faltam os resultados do estrangeiro) foram:

PS: 31,45%

AP=(PSD+CDS): 27,70%

CDU=(PCP+Verdes): 12,69%

MPT (Partido da Terra): 7,15%

BE: 4,56%

Outros Partidos que não elegeram representantes + brancos + nulos: 16,45%

A abstenção ultrapassou nestas eleições os 63%, pelo que na cabeça de alguns portugueses menos instruídos políticamente pensariam, talvez, que isso iria retirar legitimidade ao ato eleitorar, o que é uma autentica burrice. Ora aí têm mais uma vez. 

Deixo-vos uma questão: de que serviu não votar como protesto pelo que se passa na política nacional? vão ficar alguns lugares por preencher nos assentos portugueses na UE? A desilusão e o descontentamento não justificam a abstenção, pois há sempre um leque de partidos em quem votar que são contra o poder instituído.

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 08:19
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Domingo, 18 de Maio de 2014

As minhas previsões estão a confirmar-se

Hoje trago-vos um comentário (ver no final do texto principal) que fiz em 2007 anos acerca da "flexisseguraça" de que então os políticos muito falavam. Explico aí do que se trata a flexissegurança à portuguesa. Agora, passados 7 anos e as alterações feitas pelo presente governo do PSD/CDS e pelo anterior do PS já confirmam muito das minhas previsões, mas o processo ainda não está completo e o que vem aí é catastrófico. Podem aceder através do "link" acima ou ler em baixo para onde o copiei:
Endereço do "Link" do comentário http://avozdoproletario.blogs.sapo.pt/2007/07/
"SEXTA-FEIRA, 6 DE JULHO DE 2007

"FLEXISSEGURANÇA"

Comentários:
De Zé da Burra o Alentejano a 6 de Julho de 2007 às 10:11
Flexissegurança

O CONCEITO DA "FLEXISSEGURANÇA" NASCEU NOS PAÍSES NÓRDICOS E REFERE-SE A UMA MAIOR FLEXIBILIDADE DAS LEIS DO LABORAIS, COMPENSADA POR UMA MAIOR SEGURANÇA DOS TRABALHADORES QUANDO POR ELA SÃO AFECTADOS.

É incompreensível falar-se em flexissegurança, num país que está a eliminar, a pouco e pouco, as exíguas regalias sociais aos trabalhadores, que vão ficando cada vez mais inseguros quanto ao seu futuro. Poderão esperar menores subsídios de desemprego e durante menos tempo; maior dificuldade de conseguir uma reforma, mesmo por doença, e quando a conseguirem será de valor inferior à que teriam actualmente com os mesmos descontos para a Segurança Social, não obstante os seus impostos também aumentarem constantemente. É também cada vez mais difícil provar a incapacidade para o trabalho: seja para obter uma baixa médica, seja para reunir as necessárias provas que justifiquem uma reforma antecipada, tendo em atenção a maior dificuldade de conseguir o atendimento nos Centros de Saúde e a maneira superficial como os doentes são atendidos. Muitos exames médicos ficam por fazer ou são feitos tardiamente (para redução de despesas?). O apoio na saúde é portanto cada vez menor: seja no acesso às consultas, seja nas taxas criadas e sucessivamente aumentadas, seja no custo dos medicamentos. Reduz-se o apoio ao casamento com o fim do respectivo subsídio, à educação pré-escolar, básica, secundária e superior, tal como na velhice, tal como na morte com o fim do subsídio de funeral. Assim, neste país, a maior SEGURANÇA não diz respeito ao trabalhador.

A "FLEXISSEGURANÇA” refere-se por cá tão só à entidade empregadora:

A "FLEXIBILIDADE" para despedir, para eliminar as poucas regalias existentes, conseguidas ao longo de muitos anos, com ou sem a negociação dos sindicatos: salários, subsídios de férias, de Natal (e outros), pagamento de horas extraordinárias, número de horas de trabalho, horários, férias, etc...

A "SEGURANÇA", não dizendo respeito ao trabalhador, só poderá ser relativa à entidade empregadora: visa uma maior SEGURANÇA da empresa na concorrência global em que se encontra envolvida.

Aos trabalhadores só lhes resta trabalhar enquanto puderem e, dada a “Flexibilidade”, deverão ser despedidos antes das suas capacidades físicas e mentais começarem a ficar reduzidas, o que é normal a partir de certa idade para a execução de muitas tarefas: o patrão não poderá substituir-se à Segurança Social e manter trabalhadores que já não lhe são rentáveis, que já não conseguem ter a necessária assiduidade ao trabalho, porque faltam constantemente por razões de saúde, onde se inclui a ida a Centros de Saúde e aos Hospitais, marcar consultas e exames médicos, depois irem a essas consultas e exames, ficarem frequentemente debilitados e doentes. Assim, apesar de toda a compreensão, o mais certo será acabarem convencidos a abandonar livremente o trabalho ou serem mesmo despedidos então.

Quanto à sobrevivência futura desses trabalhadores será aquela que o destino ditar: ou têm algumas economias, o que é pouco provável; ou passam a viver à custa dos filhos, se os tiverem e estiverem dispostos a isso, ou até puderem. O que não poderão é esperar receber algum dinheiro do que descontaram para a Segurança Social antes de atingirem a idade legal da reforma, por vezes durante décadas, dada a dificuldade em a conseguir. Muitos deles morrerão antes disso. A maioria nem poderá contar com um “rendimento mínimo de inserção”, porque nem todos os trabalhadores têm direito a ela e a única inserção possível seria a reforma."
Zé da Burra o Alentejano
free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 08:25
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 14 de Maio de 2014

"ALIANÇA PORTUGAL". Porque vão PSD e o CDS coligar-se?

A coligação "Aliança Portugal" do PSD com o CDS tem apenas um único objetivo: o PSD, como maior partido, vai nas 2 próximas eleições suportar a queda previsível do CDS. A atual coligação espera ser punida nos 2 próximos atos eleitorais e o CDS como partido mais pequeno poderia até desaparecer da cena política portuguesa.

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 05:55
link do post | comentar | favorito
|

Depois das próximas legislativas PS PSD e CDS poderão apoiar o mesmo governo

Ainda estamos em campanha eleitoral para as eleições europeias, mas elas vão servir de teste para dar uma indicação a todos os partidos sobre a tendência de voto dos portugueses nas seguintes, as legislativas, que serão muito mais importantes para o país.

 

Nem o PS nem o PSD e o CDS coligados deverão atingir a maioria absoluta em qualquer um dos dois próximos atos eleitorais.

 

Em virtude da coligação do PSD com o CDS também não será possível ao PS fazer uma coligação apenas com o CDS para apoio a um governo contra a vontade do PSD, pelo que os três partidos PS PSD e CDS deverão acabar por colaborar no apoio a esse governo que mantenha o rumo das políticas atuais: a redução de direitos dos trabalhadores, a redução dos salários e das pensões, a redução dos apoios sociais e o aumento dos impostos sobre o trabalho e o consumo, tudo em nome do aumento do equilíbrio das contas públicas e da competitividade da economia portuguesaA exceção poderá ser o aparecimento de uma nova força política à qual o PS possa coligar-se e que aceite apoiar as políticas ultra-liberais e de submissão à União Europeia e à Alemanha que este país tem seguido e que o PS continuará a manter.

 

O PS sempre foi o partido de "alternância democrática" e continuará a sê-lo, por isso não esperem mudanças significativas com o PS no governo (de novo). E já lá vão 40 anos de alternância e de rotativismo.

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 05:07
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 13 de Maio de 2014

Conselho de Redação da Antena 1 demite-se

Esta demissão é mais uma prova de que NÃO EXISTE LIBERDADE NOS MEIOS DE INFORMAÇÃO E QUE O GOVERNO é quem na realidade controla os seus conteúdos. Como o Conselho de Redação se sente desconfortável nessa posição decide demitir-se em defesa da sua dignidade. Apoiado!

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 04:56
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 12 de Maio de 2014

Falsas promessas é fraude eleitoral

As promessas dos partidos PS/PSD/CDS que nos governam desde o 25 de abril de 1974 são sempre esquecidas logo que estes ganham as eleições, pois os governos saídos das eleições, com elementos dos partidos vencedores, acabam por fazer o contrário do que nos foi prometido antes do ato eleitoral. Desculpam-se sempre com a situação em que encontraram o país, como se tivessem vindo de um outro planeta e desconhecessem a realidade. E já lá vão 40 anos de embustes.

 

A nossa Constituição deveria agir automaticamente considerar o escurtínio nulo por fraude eleitoral dos partidos vencedores, caso apoiassem legislação contrária às suas promessas eleitorais. Novas eleições seriam então marcadas de imediato. As recorrentes burlas eleitorais desacreditam os partidos, os deputados, a democracia e são em grande parte as responsáveis pela abstenção que já ultrapassa os 50%. As burlas acabariam após algumas anulações de atos eleitorais.

 

Mas alguém acredita que um artigo para moralizar as campanhas eleitorais seja introduzido na nossa Constituição? os partidos que exigem fidelidade partidária dos seus deputados, obrigando-os a ir contra as expectativas de quem neles votou e até contra a sua própria consciência? Não! infelizmente continuaremos a ser enganados sucessiva e impunemente. 

  

A fraude eleitoral está já enraizada na nossa democracia e os partidos para atingirem o poder e aí permanecerem utilizam-na sem qualquer pudor e respeito pelo eleitorado que neles votou. Por isso, os eleitores têm que estar sempre alerta para as falsas promessas que sempre surgem antes dos atos eleitorais; de contrário continuarão a ser enganados. Também não devem apostar em maiorias absolutas que dão "carta branca" e poder absoluto ao vencedor.

 

É necessário votar, mas a democracia só tem a ganhar com a dispersão do voto porque os governos mais fracos sentem necessidade de cumprir as regras e valorizar o bem comum, principalmente quando há partidos com projetos de governação diferentes que ficaram à beira de vencer as eleições. A corrupção tem mais dificuldade em influenciar estes governos que poderão perder a seguir. É que depois alguns dos seus membros poderão ter que responder em Tribunal por decisões ilícitas que tenham tomado. O crime, a prisão, e a cativação de património poderá não ser de excluir.  

 

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 21:20
link do post | comentar | favorito
|

O Próximo governo português vai ser suportado por PS/PSD/CDS

Ainda estamos em campanha eleitoral para as eleições europeias, mas elas vão servir para dar uma indicação a todos os partidos sobre a tendência de voto para as seguintes, as legislativas, que serão muito mais importantes. E os resultados deverão dar-nos a indicação de que: nem o PS nem o PSD/CDS coligados terão maioria absoluta, o que só poderá acontecer se se juntarem os três; e irão fazê-lo para que o atual rumo do país seja mantido, continuando com a redução de direitos dos trabalhadores, redução dos salários e das pensões, redução dos apoios sociais e o aumento dos impostos sobre o trabalho e o consumo, tudo em nome do aumento do equilíbrio das contas públicas e da competitividade.

 

Após as legislativas que chegarão em 2015, os três partidos irão encontrar uma qualquer solução, que poderá passar por uma coligação (ou não), por forma a que tudo se mantenha como está. Uma vez mais, muitos portugueses irão acabar por ficar desiludidos porque lhes falta a coragem para democraticamente abandonarem de vez os partidos tradicionais do chamado "arco do poder" que estão no poder alternadamente há 40 anos com os resultados que todos poderemos constatar.

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 20:25
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
12
13
15

17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


.posts recentes

. Mais um grande incêndio, ...

. DRONES E A LEGISLAÇÃO PAR...

. Polícia de Alfragide acus...

. Incêndio em Figueiró dos ...

. Chegou o calor, chegaram ...

. Acabou o "Zé da Burra o A...

. A RTP já tem mais dois ca...

. A ASCENSÃO DAS MÁQUINAS

. Reunião na ilha de Ventot...

. Portugal está em guerra c...

.arquivos

. Julho 2017

. Junho 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Fevereiro 2016

. Dezembro 2015

. Setembro 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds