Quarta-feira, 7 de Maio de 2014

A morte anunciada do comércio no centro das cidades portuguesas

 

 

 Esta é a rua Antão Girão, no centro da baixa da cidade de Setúbal.

  

 

Hoje é uma rua pedonal que liga a avenida 5 de outubro ao largo da Misericórdia e era antes uma movimentada rua comercial, onde se podia adquirir uma grande variedade de bens de consumo, mas hoje está assim conforme mostra a fotografia, com a maioria das lojas fechadas, onde proliferam os graffities, em geral de mau gosto. É o resultado não só da deslocalização dos clientes para os vários centros comerciais construídos na cidade, que oferecem estacionamento fácil e gratuito aos seus clientes e visitantes; mas também da profunda crise que se vive neste país.

 

É só mais um exemplo da morte lenta que está a atingir o nosso comércio tradicional e que poderá ser visto noutras ruas daquela cidade e noutras cidades, onde posso incluir algumas ruas de Lisboa.

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 16:58
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21 comentários:
De Maria Araújo a 7 de Maio de 2014 às 21:29
Aqui em Braga, é o Braga Shopping e o pagamento de estacinamento nas artérias vitais da cidade que afastam as pessoas.
E há abundância de parques de estacionamento, mas o anterior presidente da câmara fez o favor de enriquecer alguém do privado.
Já foi a tribunal, mas não resultou.
Entristece .
Eu que adoro o comércio tradicional de rua.
Cumprimentos.


De maria a 8 de Maio de 2014 às 11:31
O mesmo se passa Em V. do Castelo ! Uns comem, outros pagam. E realmente tem razão, o andar pelas ruas a ver as montras, é qualquer coisa de diferente...mas com a crise....


De HOPE a 8 de Maio de 2014 às 12:49

o que se passa em BRAGA e uma vergolha
qualquer dia vamos pagar estacionamento nas nossas garagens.


De MR a 8 de Maio de 2014 às 15:58
Qualquer dia? Já se paga no IMI. Existência de estacionamento colectivo contribui para aumentar um dos indices no cálculo do IMI. E os estacionamentos autónomos têm o seu IMI respectivo.


De OLGA MATEUS a 8 de Maio de 2014 às 09:29
QUEM VIU ESTA CIDADE NESTA RUA PRECISAMENTE EM QUE ERA UMA CORRERIA NOS DOIS SENTIDOS, DESDE ESTUDANTES A PESSOAS A PASSEAR OU COMPRAR , HAVIA DE TUDO, ERA UM FERVILHAR QUE DAVA GOSTO. AQUELA CALÇADA QUE AINDA HOJE SE MANTÉM É DIGNA DE SER PRESERVADA. JÁ QUE O COMÉRCIO SE FOI PORQUE NÃO UTILIZAR AQUELE ESPAÇO COM ACTIVIDADES DE ARTISTAS DE RUA, COM UM BARZITO OU OUTRO, COM ESPLANADAS OU BANCOS. DESDE QUE HOUVESSE CONTROLO POLICIAL PODERIA FAZER-SE DESTA RUA UMA OUTRA RUA, NUMA OUTRA ACTIVIDADE MAS CONTINUAR A MANTER EM SETÚBAL SÍTIOS TÃO BONITOS QUE O TEMPO E DESCUIDO FORAM DEGRADANDO.


De P a 8 de Maio de 2014 às 09:48
É compreensível o facto das pessoas preferirem outros pontos de venda, além da mais fácil acessibilidade temos de considerar a tradicional (?) má educação da generalidade do comerciante português (*) - UNTUOSOS com quem parece de classe social superior e DESDENHOSOS com quem parece ter menos meios económicos ou então simplesmente mal educados com toda a gente que não conhece - um cliente é, em princípio, um inimigo (parece ser o mote de muitos). Compro quase exclusivamente em grandes superfícies onde o contacto com caixeiras desdenhosas e comerciantes agressivos seja o mínimo possível. Nestas lojas tradicionais ( e nas dos centros comerciais também) caixeiras e comerciantes variam entre importunar as pessoas na tentativa de IMPINGIR artigos e PRESSIONAR para a compra ou então primar pela INDIFERENÇA OLÍMPICA. PARA MIM ir às compras é quase sinónimo de IRRITAÇÃO devido aos factores acima descritos pelo que prefiro grandes superfícies onde o contacto humano é mínimo. Enfim, tenho pena que ruas deste tipo tenham este fim mas dispenso-as pois poderia desfiar aqui um vasto rol de descrições de como pode ser irritante o desejo de transferir verba do meu bolso para o bolso de um comerciante português em troca de um qualquer produto. Muitas vezes fico com a sensação de ser invejado pelo facto de possuir uma qualquer quantia ou o comerciante achar que eu DEVERIA gastar mais do que gastei. Pelo menos a julgar pelo tom do obrigado ( quando o há). Neste particular, o de insultar dando determinada inflexão de voz a um cumprimento, é o comerciante português merecedor de um prémio Nobel.

(*) Diziam um na TV que, " é díficil tratar bem o cliente na actual situação " - ou seja, como vende pouco anda mal disposto e custa-lhe .

Nota - dizia uma prima de minha mulher quando nos queixámos do antendimento dos comerciantes na nova cidade para onde fomos viver : " EM PORTUGAL É MESMO ASSIM ". Vá lá, sendo a dita prima senhora de cabedais e muita elegância, não deverá ser por mor do nosso ar simplório (**)
(**) amiga descrevendo ida a uma óptica e o conselho da caixeira : " para o seu ar SIMPLÓRIO este modelo fica-lhe bem ".
Cereja em cima do bolo - Meu sogro, engenheiro silvicultor, foi abordado por um vendedor de time sharing (ou coisa que o valha) e durante o inquérito o dito vendedor ao chegar à parte em que perguntava as habilitações literárias acrescentou, vindo sabe-se lá de que profundezas intelectuais que, " não devem ser muitas pois não? "


De tresgues a 8 de Maio de 2014 às 11:00
Ao comentário acima (P): percebo-o perfeitamente.
E já enjoam comportamentos desses. Normalmente por parte de quem "não tem nenhuma profundeza... nem intelectual, nem cultural, nem etc e tal.
Já era tempo de alguns portugueses "crescerem".
Mas enquanto houver quem os compreenda, nada a fazer.
Mas também existe gente dessa nas grandes superfícies. Olhe que sim, "sotôr"! (Só para lhe dar um ar menos... "assim do povo" - como eu, por acaso, já fui identificada. E ainda bem. Antes isso.;)!


De Maria a 8 de Maio de 2014 às 11:36
Nem mais ...faço minhas as suas palavras, para os ditos"sotor" hahaha ! As coisas são pra serem ditas, ñ somos um país de liberdade?


De jose a 8 de Maio de 2014 às 11:26
em relação á sua opinião teria muito de dizer, mas não vou perder muito tempo em lhe responder apenas estas breves palavras. Esses comerciantes que fala, foram eles que trabalharam muitas vezes noites e dias difíceis para dar educação aos filhos, que hoje são os políticos que têm governado o país, são professores que têm educado bem ou mal pessoas como a Sra. ou Sr. de dar comer a famílias que não tinham. teria muito mais para lhe dizer mas mas não vou perder tempo.
obrigado


De Horacio Pires Peres a 8 de Maio de 2014 às 13:17
O que fala tem a ver com a educação(ou falta dela) a mim faz-me muita impressão ir a um banco ou uma repartição publica e nem bom dia dizem. Quanto ao tema era uma morte anunciada o pequeno comercio, 1º Não existe estacionamento sem ser pago( ainda para mais as vezes o pago é longe do comercio). 2º Os preços são sensivelmente mais elevados. 3º O atendimento é de muita fraca qualidade parece que estão a fazer um sacrificio.


De jose martins a 8 de Maio de 2014 às 22:14
Para pessoas como você existe um excelente centro comercial mesmo no alto dos himalaias, vá e não volte



De MJoão a 8 de Maio de 2014 às 22:23
Nada como confundir umas poucas árvores com a floresta!
Nos hipers e centros comerciais o atendimento é excepcional e no estrangeiro também... valha-nos a Santa paciência!

Devo ser um ser muito especial, sinto-me acarinhada pelo comércio tradicional e, sobretudo, na mercearia onde não só não tenho fila na caixa como me levam as compras ao carro. Bem, a educação de quem compra é, também, essencial


De R. a 8 de Maio de 2014 às 15:59
E o que esperavam? Não quiseram hipermercados e centros comerciais? Não os vejo aí a apoiar as grandes superfícies sempre que abre uma nova ou que fazem as mais estapafúrdias acções de markting disfarçadas de peditórios e piqueniques? É o que a populaça quer!


De 4sapos a 8 de Maio de 2014 às 16:43
desolador.


De Lurdes a 8 de Maio de 2014 às 22:07
Enfim...cada cabeça sua sentença!
Pois eu gosto muito do contacto pessoal do comercio local, e felizmente tenho tido muita sorte com as pessoas que me atendem. As grandes superfícies servem para estupidificar...a indiferença é grotesca (que me perdoem os simpáticos que lá trabalham). Mas a simpatia não tem País e encontram-se pessoas iluminadas em todo o mundo ;)
Comportamento gera comportamento ;) Certo?
A falta de estacionamento gratuito é que estraga tudo...


De MJoão a 8 de Maio de 2014 às 22:13
Cada vez gosto mais do comércio tradicional. Supermercados só em caso de muita necessidade. Contudo, estacionar na baixa, aqui no Porto, é caro e por isso evito-o, com muita pena...


De pois pois a 8 de Maio de 2014 às 23:14
centros comerciais, servem para 2 ou 3 encherem a carteira e dividirem por mais uns amigos accionistas. O prático do estacionamento, essa moderna comodidade (será??!!) levou ao empobrecimento da grande maioria da população portuguesa, ou leva à de qualquer outro país, com os mesmos seguimentos.
COMERCIO TRADICIONAL: o ir acabando, é uma classe média que desaparece , e consequentemente outras industrias que as serviam. (as grandes superfícies trabalham com meia dúzia de fornecedores, em geral grandes empresas). O desaparecer do comercio tradicional é a morte das cidades.
E como alguém disse para trás , para se ser bem atendido, também se tem que ser gentil, com quem está do outro lado. O cliente tem sempre razão, desde que fundamente essa mesma razão.
limitem as grandes superfícies , proíbam novas; ponham o mercado a funcionar e ninguem fica hoje sem ser abastecido. Pode-se é dividir o bolo por mais, e a concorrencia entre esses mais, manteria os preços num nivel adequado.
O "problema" era que, haveriam então os 2 ou 3, que ficavam com a carteira mas magra e "chatice" maior, tinham que deixar de figurar nas listas dos mais ricos de Portugal.

.... ah! portugal ... por onde tu andas ...


De jesus cryst a 8 de Maio de 2014 às 23:16
Sou estrangeiro venho muita vezes à lisboa sinto que o acolhimento nos piquenos comercios é muito simpatico sou pelo piquenos comercio mas havia de haver uma lei para o estacionamento gratis pelo priudo de tempo para fazer as compras mas isso y a ver con os autarcas


De Zé da Burra o Alentejano a 9 de Maio de 2014 às 00:19
Quero acrescentar ainda que o estacionamento no Centro das Grandes Cidades (e não apenas em Portugal) é sempre pago nas ruas. Mas isso tem um grande inconveniente: a necessidade de se prever quanto tempo irá demorar o passeio, as compras, ou o serviço que se vai fazer, porque o tempo indicado no ticket afixado no pára brisas não pode ficar aquém da hora de permanência sob pena de multa pesada. E quantas vezes pensamos demorar 20 min. e acabamos por demorar 1 hora ou mais. O contrário também acontece mas é pacífico porque não prejudica do negócio da empresa que explora o negócio do estacionamento na rua. Eu, por mim, evito ao máximo estacionar na rua quando é a pagar e não devo ser só eu...

Os antigos passeios de fim de semana na rua das cidades transformaram-se hoje em passeios pelo maior Centro Comercial da cidade, onde tudo está à mão e em local climatizado. embora seja, em geral, tudo mais caro porque a maioria das lojas pertence a grandes cadeias de luxo que não podem deixar de estar presentes como forma de afirmação da MARCA.


De Citizen a 9 de Maio de 2014 às 06:26
Eu gosto do comercio tradicional, e o utilizo diariamente. Mas muita da culpa disto acontecer como é demonstrado na noticia é das pessoas. Sempre alimentaram as catedrais do consumo, com visão curta, tanto povo como entidades, agora as coisas vão andando assim, infelizmente. Pensa-se no lucro imediato, esquecendo a socialização, os habitantes, a vida de rua. Intoxicam-se em centros e galerias comerciais, é no que dá. Agora muito queixam-se. As ruas ficando sem vida, o pior está para vir, delinquência, roubos, vandalismo etc..., a culpa? Sempre das pessoas que por ai habitam e seus governantes.


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