Quarta-feira, 27 de Março de 2013

CHIPRE - Foi aberta a caixa de pandora e agora?

O "Sonho Europeu" está chegando ao fim. A medida tomada em relação ao Chipre foi a machadada que faltava. É o fim do sonho europeu: o início do fim da União Econômica Monetária e talvez até da União Europeia. É verdade! a morte do "doente" já se anunciava para mais cedo ou mais tarde, agora, logo que os bancos abram no Chipre, todos os cipriotas correrão a levantar as suas poupanças até aqueles com poupanças inferiores aos 100 mil euros, porque depósitos avultados já terão sido levantados noutros países onde os bancos cipriotas continuam abertos, apesar dos em território cipriota estarem fechados. Assim, talvez os bancos cipriotas nem cheguem a abrir tão cedo devido a insolvência e se abrirem será apenas para levantamentos que assegurem o mínimo para a subsistência dos cipriotas. E depois? Depois seguem-se os restantes países da União Econômica Monetária. Qualquer economista básico ou até pessoa com uma cultura mediana sabe que o sistema bancário funciona por confiança e que nenhum banco resiste ao levantamento simultâneo de, por exemplo, 1/4 dos seus Depósitos. Assim, a queda dar-se-á mais ou menos pela seguinte ordem: Chipre, Grécia, Malta, Portugal, Espanha, Irlanda, Itália ...

Os responsáveis da UE ora dizem que a fórmula poderá ser aplicada por outros países em condições idênticas; ora dizem que não será seguida por mais nenhum caso, mas quem irá acreditar agora que se "abriu a caixa de pandora"?

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 11:30
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

Teoria económica dominante está errada!

É muito fácil de entender, nem precisa ser economista: quando um país se encontra em dificuldades financeiras para pagar os juros que o mercado lhe exige e não consegue sair da crise com juros inferiores, mas com a obrigação de cortes muito drásticos e repentinos das suas despesas, em especial salários, reduz o mercado interno e leva à falência de milhares de empresas que põem no desemprego milhares de trabalhadores, reduzindo impostos cobrados a ambos e aumentando a pressão nas despesas sociais para minimizar o desemprego. As familias das sociedades desenvolvidas são hoje muito diferentes das de há um século atrás, até porque há menos laços familiares e estão também mais dispersas, pelo que o apoio familiar ou de vizinhos é muito reduzido ou nulo. Assim, empurra-se para a emigração, mendicidade ou crime todos os que ficam desprotegidos.

Para não haver rutura social o Estado teria que reduzir as suas despesas desnecessárias, salvaguardando o emprego tanto quanto possível. O aumento inevitável dos impostos, que deveria ser extendido o mais possível a toda a população e não só apenas a uma parte dela; atrasar ou anular algumas obras programadas pelo estado será fundamental; aumentar o combate à alta corrupção, tornando a justiça mais célere e eficaz: um país onde a justiça não funciona não é credível e não promove a iniciativa, exceto a que está protegida políticamente. Tem que haver em simultâneo um relançamento económico em áreas produtivas e que criem riqueza real e de bens que possam ser transacionados, substituindo importações ou viradas à exportação. 

 A solução que tem sido aplicada a alguns países da UE apenas atrasa a data da sua falência, pois a bancarrota acaba por acontecer de qualquer modo, apenas se prolonga a agonia durante alguns anos, porque no final tudo estará pior que no início. Talvez ainda seja possível evitar males maiores desde que exista real solidariedade dentro da UE. É ESSÊNCIAL A CRIAÇÃO DOS "TÍTULOS DE DÍVIDA EUROPEIA" "EUROBONDS" ANTES QUE SEJA DEMASIADO TARDE!

 

 

  


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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 10:39
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Terça-feira, 15 de Maio de 2012

Portugal, Grécia: a agonia da morte lenta ou bancarrota já?

Mais de 40% dos Gregos já afirmam que preferem a bancarrota. Uma coisa é certa não está correto sufocar sucessivamente a população sem fim à vista, anunciando-se já como perdidas as próximas gerações. 

 

É claro que a Grécia pode sair do euro, tal como Portugal. Aliás, Portugal, a Grécia e outras pequenas economias nada contam para da paridade do EURO, por isso, embora essa moeda circule nestes países, na realidade, eles nunca pertenceram ao euro. Terão, porventura, sido enganados durante vários anos (tal como o resto do mundo que acreditou existir realmente um bloco económico chamado EURO), mas isso era pura fantasia e o resultado foram as taxas juro extremamente baixas que foram concedidas inicialmente e de que “benificiaram” países a que posso chamar de dessincronizados. Não culpo a segurança social, até porque os grandes desmandos foram noutras áreas: obras faraónicas com contratos altamente ruinosos para o Estado, alta corrupção sem responsáveis, "salários" pagos por empresas públicas aos seus gestores de fazer inveja aos países mais ricos a que se seguem reformas multi-milionárias sem descontos em conformidade (e ao fim de meia dúzia de anos), etc.

 

O tal bloco, se existisse, teria criado inavitavelmente os “eurobonds” (títulos de dívida europeia), o que implicaria outras medidas de regulação para prevenir abusos despesistas e até a extrema corrupção dos débeis países da UE que os países mais ricos também conheciam. Mas o resultado está aí e agora vai ser muito difícil, senão impossível corrigir o erro.

 

Muita gente nem sabe que há países sem moeda própria e que usam outra nas suas trocas comerciais internas  e externas, como, por exemplo, o dólar americano. Por isso, na realidade, a Grécia (ou Portugal) poderiam muito bem ser expulsos do euro continuar a usá-lo se quizessem, mas a situação é tão grave que nem isso é conveniente: a correção monetária através da desvalorização de uma moeda afeta toda a gente: o valor dos imóveis, os salários, as pensões, o lucro das empresas, os arrendatários, os rendeiros, e até reduz o valor das dívidas, desde que sejam convertidas para a nova moeda logo após a sua criação (tal como acontecerá aos aforradores). Haverá casos de resistência, mòrmente quanto aos credores externos. Para os resolver é fundamental a existência de um Governo forte e que defenda o interesse nacional, até porque o país também foi vítima da armadilha em que cairam os credores e os países devedores, explusos do euro. Todos acreditaram na nova moeda que afinal não correspondeu às espectativas.

 

A bancarrota será inevitável, mas será preferível para já à anunciada morte lenta durante esta e as próximas gerações. Termino com a frase do nosso Primeiro Ministro: “Não sejamos piegas!”. Mas a mudança exigem outros governantes e outras opções.


Quanto às grandes fortunas em dinheiro, há muito que estão fora deste país (e creio que da Grécia também), portanto aí também já não há nada a perder.

 

O que falta? a consciencialização popular e que deverá acontecer à medida que forem sendo afetados, basta olhar para a Grécia: Que terá acontecido para a população mudar massivamente a sua orienteção de voto que durou décadas?

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 10:12
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