Terça-feira, 4 de Março de 2014

Bastonário da Ordem dos médicos está preocupado com crescente emigração de jovens profissionais

Os médicos estão a abandonar este país em busca de outros lugares que compensem convenientemente os anos que perderam para obter as qualificações que obtiveram e estão a encontrar países interessados. Poderemos dizer que vão auxiliar outros países com "FRACA NATALIDADE", para utilizar termos muito queridos dos políticos no poder. O mesmo se passa com outros profissionais altamente qualificados, que estão também a abandonar o país em massa.

 

O problema deste país não é a falta de gente que substitua no trabalho as gerações mais idosas (a fraca natalidade), mas a falta de saídas profissionais condignas para as novas gerações que já aí estão prontas para entrar no mercado de trabalho. É um problema atual e não para daqui a 20 anos. Quanto a reprodução dos jovens emigrantes, será fora de Portugal que o irão fazer, nos países para onde emigram.

 

 

Os nossos políticos (e meios de comunicação dominados pelo poder) pretendem desviar a atenção dos portugueses, falando-lhes em problemas de "fraca natalidade" para justificar o aumento da idade da reforma, para que morram antes de a atingir, o que irá acontecer no futuro até porque a "Esperança de Vida" vai inevitavelmente reduzir-se em Portugal como resultado da falência do Serviço Nacional de Saúde e da incapacidade monetária dos portugueses poderem pagar os serviços de saúde diretamente com os salários que auferem. 

 

Não esqueço os restantes jovens sem qualificações, mas esses, infelizmente, ninguém os quer porque desemprego já há com fartura tanto lá fora como por cá: não terão futuro, nem hoje nem daqui a 20 anos. 

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 15:07
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013

Os portugueses querem apenas emprego e não querem trabalhar.

É uma acusação vergonhosa e ofensiva por mim constatada já há muitos anos. Quem alguma vez proferiu essas palavras deve fazer "mea culpa" e reparar hoje nos milhares de portugueses que estão presentemente a emigrar em busca de trabalho no estrangeiro que por cá não encontram ou é vergonhosamente mal pago, tendo em consideração o elevado custo de vida e o nível de impostos deste país, vítima do assalto da corrupção e da alta finança que transferiu muitos milhões de euros para os "off shores" e também por via da acelerada derrocada provocada pela "globalização selvagem" que está a transferir a nossa capacidade produtiva para outros países em especial para oriente.


Os novos emigrantes não vão em demanda de uma vida fácil, sabem o que os espera e também que se ficarem por cá não poderão levar a bom termo qualquer projeto de vida, nem constituir família, nem ter filhos e, sobretudo, providenciar-lhes um futuro promissor. Assim, estão a sair e pensam voltar apenas de férias, ao contrário da vaga de emigrantes dos anos 70 que sempre fizeram projetos de voltar ao país para passarem a velhice.


Em Portugal já não se pode sonhar e quando não se sonha a vida não tem um objetivo. O sonho é fundamental para a vida: como dizia o nosso poeta António Gedeão no seu poema Pedra Filososal "Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança".                                                                                   

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 19:03
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 31 de Julho de 2012

Portugal deixou de produzir a habituou-se aos subsídios

 

Consta da primeira página de hoje 31-7-2012 do “Jornal de Notícias” que “eles (os emigrantes) chegam de língua afiada e dizem que Portugal deixou de produzir e habituou-se aos subsídios”.

Se a notícia em título se refere apenas aos governantes portugueses que após o 25 de Abril não souberam ou não foram capazes de defender o tecido produtivo português; que se apossaram de subsídos vindos da UE para o desenvolvimento do país ainda poderei entender! Mas se o título diz respeito à população, é uma afronta, mais a mais quando tantos portugueses continuam a sair à aventura para o estrangeiro, embora se compreenda que nem todos sejam capazes de o fazer. Neste caso é uma acusação grave e ofensiva a todos os portugueses que por cá labutam por meia dúzia de euros à hora, e por vezes até menos. Então haveria que virar o espelho para eles próprios e procurar no seu íntimo o motivo que os levou a emigrar. Não é difícil e lembrar-se-ão por certo que terá sido: ou porque o trabalho era sempre mal remunerado e que não chegava para as despesas; ou porque não era compatível com as suas aptidões, conseguidas ao longo de décadas de estudos que os prepararam para uma profissão que não encontraram por cá

Muitos dos que ficaram, tiveram, por vezes, que ocultar as suas habilitações e trabalham hoje em "Call Centers", como telefonistas que escutam as reclamações dos clientes relativamente a serviços pretados por empresas a que nem pertencem; ou em hipermercados a "passar barrinhas" e que nos momentos de menor afluxo de clientela vão lavar o chão, arrumar o armazém ou a loja do hiper, sempre com vencimentos de cerca de 500 euros. Depois há também quem não queira trabalhar, tal como em qualquer parte, inclusivé no país onde trabalha: há mendigos e ladrões profissionais. Há países em que a Segurança Social é bem mais generosa que a nossa para quem nunca contribuiu para o bem comum. 

 

 

 

 

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 22:32
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Paulo Rangel sugere a criação de uma agência para ajudar os portugueses a emigrar.

Comentário à notícia que sugere a criação de uma agência para ajudar os portugueses a emigrar.

 

Por falta de perspetivas de emprego em Portugal, muitos portugueses já emigraram e muitos outros desejam fazê-lo também, com ou sem agência que os ajude a escolher os destinos. Não vejo à priori qualquer inconveniente na existência de uma organização que apoie esse trabalho.

 

Na realidade a emigração será mesmo a única alternativa para muitos milhares de portugueses agora que a nossa economia definha e não se vislumbra “qualquer luz ao fundo do túnel”. Mas há quem não tenha gostado da declaração de que este país já não pode dar um futuro aos portugueses desempregados ( agora com cada vez menores subsídios de desemprego). O motivo é simples: não temos o hábito de que os políticos com responsabilidades no poder nos falem verdade.

 

No tempo das nossas colónias em África, muitos nativos negros africanos emigravam para trabalharem nas minas da África do Sul, sendo devido ao Estado português um determinado pagamento por cada trabalhador que saia para essa atividade. Espero que não se pretenda replicar cá agora essa velha prática.

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 12:34
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

"Passos Coelho sugere que professores desempregados emigrem"

O título deste post é notícia de hoje e vou referir-me a ele: Finalmente aquela é uma declaração sensata! É claro que os portugueses (incluindo professores) que não encontrem empregos cá devem tentar emigrar; resta saber é para onde e se os países que escolherem os podem e querem acolher? Acho uma afronta é outras declarações de políticos responsáveis que constantemente nos “martelam a cabeça” dizendo que "temos fraca natalidade e que em virtude disso teremos que trabalhar mais anos porque não temos quem nos substitua nos nossos empregos". Ora se não os há para quem cá nasceu, já cá está e procura emprego: para que querem mais crianças? Para termos ainda mais desempregados ou para que demos ao mundo mais emigrantes? Ninguém prevê uma explosão de empregos durante muitos e muitos anos no "velho mundo" que se encontra em decadência acelerada...

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 09:54
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
12
13
15

17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


.posts recentes

. Bastonário da Ordem dos m...

. Os portugueses querem ape...

. Portugal deixou de produz...

. Paulo Rangel sugere a cri...

. "Passos Coelho sugere que...

.arquivos

. Julho 2017

. Junho 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Fevereiro 2016

. Dezembro 2015

. Setembro 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds