Terça-feira, 4 de Junho de 2013

Faltam medicamentos nas farmácias em Portugal

Há quem justifique com o facto do stock das farmácias ser reduzido, mas se fosse esse o motivo os medicamentos seriam repostos dentro de poucas horas ou logo após alguns dias. Mas não é isso que acontece.

 

Eurico Castro Alves do Infarmed, explicou que é elaborada mensalmente uma lista dos fármacos em falta e que os distribuidores e agentes do setor são informados que têm de pedir autorização para exportar os medicamentos que constem nesta lista. Segundo o presidente do Infarmed, a autorização só é dada quando está assegurado o abastecimento dos doentes em Portugal.

 

Não sei como é feita essa avaliação, mas mesmo que a regra seja cumprida, o problema é que os portugueses estão a consumir cada vez mais genéricos, deixando de parte os medicamentos de marca, precisamente os que dão maior lucro aos laboratórios. Assim, para ultrapassarem a condicionante do Infarmed, basta aos laboratórios reduzirem a produção dos genéricos. A requisição dos medicamentos de marca baixou bastante em Portugal, pelo que os laboratórios poderão dedicar-se à sua produção em grande parte para a exportação sem quebrar a regra.


Não me parece certo incutir qualquer responsabilidade às farmácias porque elas quererão por certo vender, sejam eles medicamentos genéricos ou de marca. O que acontece é que muita gente já não tem poder de compra para os genéricos muito menos terá para os de marca que assim deixam de ser procurados; Os laboratórios também não se terão dedicado ao ócio e deixado de trabalhar: se não produzem para Portugal, produzirão para outros mercados, apesar da tal regra da Infarmed.  


Se alguém tem uma explicação melhor comente aqui e esclareça-nos.

  

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 10:59
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

Ordem dos Médicos rejeita prescrição obrigatória por DCI

 
Assim como o doente poderá recusar qualquer medicação, considero que também tem o direito de decidir neste caso. É claro que se o doente optar por comprar um medicamento genérico em vez do de marca que o seu médico lhe receitou está a ir contra a indicação do médico, que assim poderá invocar esse facto para se desresponsabilizar em caso de dano para a saúde do doente, mas isso é um assunto a dirimir em tribunal entre o médico, o doente e, eventualmente, o farmacêutico.
 
Mas afinal quem tem mais competência e conhecimento sobre os medicamentos: o médico que pelos anos de prática se vai apercebendo do efeito dos medicamentos sobre os seus doentes (ou sobre aquele doente em particular) ou o farmacêutico que estudou as substâncias que compõem os medicamentos e os seus efeitos sobre o corpo humano? Na realidade, os medicamentos são estudados e criados em geral por técnicos de farmácia e não por médicos. Os medicamentos depois de legalmente aprovados no país são então postos à venda, apresentados pelos laboratórios aos médicos para prescrição de acordo com as propriedades indicadas nas caixas? Nalguns casos são os próprios médicos que encomendam aos laboratórios as análises para a busca do medicamento mais eficaz a aplicar ao seu doente. 
 
Mas há ainda uma outra variável a considerar: a algibeira do doente que poderá não ter capacidade económica para a aquisição dos medicamentos de marca, obviamente mais caros. Que será pior: tomar genéricos ou abandonar o tratamento?
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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 16:20
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010

ADSE, esse invejável Sistema de Saúde

Muitas Empresas (as boas) oferecem aos seus trabalhadores seguros de saúde bem mais generosos do que a ADSE; outras têm sistemas de saúde próprios, também melhores do que a ADSE; isto para não falar dos sistemas de saúde dos membros das forças militares e militarizadas que também são do Estado e bem mais generosos para os seus beneficiários que a ADSE. Mas os média "envenenam" sistemáticamente invocando as regalias da ADSE e esquecem tudo o resto. Que objectivos obscuros em vista? porque criam esta onda de revolta contra os beneficiários da ADSE, um sistema co-financiado pelos trabalhadores comulativamente ao seu co-financiamento do SNS universal? 

 

Mais: quando um beneficiário da ADSE é atendido pelo SNS a conta do serviço prestado é enviada à ADSE para que seja paga ao SNS. Mas os FPs também pagam impostos e contribuem também para o SNS pelo que nem isso deveria acontecer. Os medicamentos receitados pelo SNS aos beneficiários da ADSE são comparticipados pela ADSE (e não pelo SNS). As dificuldades da ADSE em cumprir as suas obrigações para com as farmácias e laboratórios também advêm daí e se a ADSE acabar imediatamente o SNS irá ficar de imediato sobrecarregado com a afluência de milhares de Funcionários Públicos que são hoje atendidos nas clínicas e hospitais privados. O resultado está à vista, dado que os Centros de Saúde e os hospitais públicos já estão saturados e com dificuldade em responder às necessidades. Só escapará ao colapso quem tiver um bom Seguro de Saúde (pago pela Empresa ou não) ou um dos outros sistemas de saúde especiais do Estado que referi acima. Quanto aos Seguros de Saúde, cuidado com eles: servem na perfeição para as pequenas doenças mas para casos complicados depressa se esgota o "plafond" (valor máximo que pagam) e depois os seus benificiários terão que pagar do seu bolso os tratamentos ou ir ao SNS tal como os restantes cidadãos.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 16:31
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