Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015

Linha de Cascais vai reduzir o número de comboios

É hoje notícia em todos os meios de informação, nomeadamente na TV e aqui. Mas porque irá isso acontecer?

Como é evidente, isto trata-se de um passo para a privatização: Uma Empresa privada visa fundamentalmente o lucro e não o serviço público, por isso quando esta for privatizada será mais apetitosa para os eventuais candidatos se já estiver aliviada de ligações (nº de comboios por dia) e até de trabalhadores, nem que para isso a CP se veja na necessidade de obrigar os seus funcionários a fazer horas extraordinárias que seriam desnecessárias se a empresa admitisse o pessoal de que precisa para operar com qualidade o serviço; e até ajudavam no combate ao desemprego endémico em Portugal, realidade que na prática não é preocupação do governo. Se assim fosse não teria  facilitado o recurso às horas extraordinárias e baixado o seu custo; teria feito precisamente o contrário. A única preocupação governamental é mascarar as estatísticas, baixando artificialmente os números dramáticos que elas revelariam se fossem honestas.

A lógica de um serviço público providenciado pelo estado é o de servir a população; a lógica de um serviço público providenciado por uma empresa privada é o de conseguir maximizar os lucros, e isso é sempre à custa da redução da qualidade do serviço à população e do bem-estar dos seus trabalhadores.

 

Aprendam que o zé não vive sempre!

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 13:37
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2014

Horas extraordinárias versus desemprego

Para quando a legislação do governo de Passos Coelho (PSD/CDS) no sentido de limitar o recurso às horas extraordinárias aos casos extraordinários?

 

As horas extraordinárias deveriam aumentar o seu preço para desincentivar o recurso a essa modalidade aos casos reais e extraordinários. Baixar o preço das horas extraordinárias é fazer precisamente o contrário.

 

Quando uma Empresa usa recorrentemente a modalidade precisa na realidade de mais trabalhadores, nem que seja de forma temporária.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 11:36
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Sábado, 3 de Novembro de 2012

Greves nos transportes públicos em Portugal

Últimamente este país tem sido assolado por uma vaga de greves na área dos transportes coletivos, sobretudo, devido à redução do pagamento das horas extraordinárias em dias de descanço e em feriados.

Os utentes são agora também mais penalizados que nunca, pois as empresas abandonaram também o hábito de colocarem transportes alternativos em dias de greve para os seus utentes, facto que é ignorado pela comunicação social e que merecia alguma referência e até justificações.

Quanto aos utentes: uns reclamam contra os trabalhadores; outros compreendem (estão contra as empresas). Mas há uma questão que ninguém refere: se essas empresas precisam sistematicamente que os seus funcionários trabalhem para além do seu horário normal de trabalho é porque esse trabalho corresponde a necessidades permanentes da empresa. Assim, considerando até o elevado número de desempregados deste país, PORQUE NÃO ADMITEM SIMPLESMENTE MAIS PESSOAL PARA OS SEUS QUADROS? Os representantes dos trabalhadores não costumam falar nisto e até se compreende que assim seja para não desagradar a uma parte deles que preferem receber mais algum dinheiro ao fim dos mês do que terem mais tempo de descanço e para estarem com a família. Não podemos esquecer que em Portugal os salários são muito baixos para o custo de vida em geral...

Porém, face à situação de desemprego existente, o governo deveria até criar leis e fazê-las aplicar por forma a impedir o recurso regular ao trabalho extraordinário, mas, infelizmente, faz exatamente o contrário, pois ao baixar o custo das horas extraordinárias está a fomentar e a encorajar essa prática. Por isso ninguém acredita que este governo faça o que seria mais correto. Este governo cria leis que obrigam os trabalhadores a fazer horas extraordinárinárias, quer eles queiram ou não e sempre a um preço cada vez mais baixo, numa espécie de nova escravatura. 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 11:24
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2012

Greve contra a redução do pagamento das horas extra

Compreendo a revolta dos trabalhadores que se manifestam (em greve) contra a redução do valor do pagamento das horas extraordinárias.

 

Tendo em consideração até a alta taxa da desemprego a própria lei deveria permitir o recurso das Empresas à utilização do trabalho extraordinário apenas para os casos pontuais e não como prática de gestão corrente das Empresas, como acontece em algunas na área dos transportes.

 

É claro que quando a própria lei reduz o preço das horas extra, essa lei não está a promover a criação de Emprego mas a exploração dos atuais trabalhadores, que, por vezes, são obrigados a fazê-las contra a sua própria vontade. Assim, seria compreensível que as greves fossem contra as horas extra e que fossem por período indeterminado até à alteração do atual regime que as regula. 

 

Muitos trabalhadores, porque são mal pagos, também desejam fazer horas extraordinárias, pois contam até com esse acréscimo de rendimento no seu salário e nem se lembram que estão a retirar a possibilidade de outros terem trabalho.

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 19:10
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