Segunda-feira, 26 de Maio de 2014

Porque apelam para a abstenção nas eleições?

Eu fui votar ontem, dia 25 de maio de 2014 e nunca tinha visto tão pouca gente a exercer o seu direito, apesar de já não ser demasiado cedo. Olhei de esguelha para a lista e reparei que a esmagadora maioria dos eleitores não tinha votado. Eu próprio constatei assim a enorme abstenção que se confirmou depois nas contagens dos votos (>63%).

 

De que serviu a alta taxa de abstenção? será que algumas cadeiras no Parlamento Europeu, destinadas aos eleitos portugueses vão ficar vazias? Senão vão, então serão ocupadas por quem? O que mais gostava era que me explicassem qual o interesse de apelar para a abstenção.

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 15:23
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

O descontentamento não justifica a abstenção

Há quem, por variados motivos, defenda a abstenção. Mais uma vez se prova que isso em nada afeta a legitimidade democratíca dos escrutínios: os lugares disponíveis são todos distribuídos pelos resultados das eleições, quer haja uma abstenção de 10 ou de 70%.

 Tivémos recentemente, em 25 de maio de 2014, as eleições europeias de 2014 em que os resultados ainda provisórios (porque faltam os resultados do estrangeiro) foram:

PS: 31,45%

AP=(PSD+CDS): 27,70%

CDU=(PCP+Verdes): 12,69%

MPT (Partido da Terra): 7,15%

BE: 4,56%

Outros Partidos que não elegeram representantes + brancos + nulos: 16,45%

A abstenção ultrapassou nestas eleições os 63%, pelo que na cabeça de alguns portugueses menos instruídos políticamente pensariam, talvez, que isso iria retirar legitimidade ao ato eleitorar, o que é uma autentica burrice. Ora aí têm mais uma vez. 

Deixo-vos uma questão: de que serviu não votar como protesto pelo que se passa na política nacional? vão ficar alguns lugares por preencher nos assentos portugueses na UE? A desilusão e o descontentamento não justificam a abstenção, pois há sempre um leque de partidos em quem votar que são contra o poder instituído.

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 08:19
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014

O motivo das "praxes"

Não há necessidade de nomear ninguém, mas, nos últimos tempos temos tido vários Ministros que sentiram a necessidade de serem conhecidos por doutor ou por engenheiro, sem que, na realidade, tivessem direito a qualquer um desses títulos que nada acrescentam aos seus conhecimentos e competências. Mas, em Portugal, muitas pessoas acham importante para o seu estatuto social possuir um desses títulos. Será esse o motivo porque se generalizou o tratamento de "senhor doutor" ou "senhor engenheiro" fulano de tal a qualquer pessoa detentora de um qualquer grau académico. Para o visado é, desde logo, uma honra que vai de encontro ao seu desejo de distinção relativamente ao comum dos mortais e fá-lo sentir-se muito mais confortável no seu ego pessoal, ainda que tenha a consciência de que o título não lhe é devido. 

 

É claro que a maioria dos conhecidos doutores são apenas licenciadas, bacharéis (ou obtiveram misteriosamente um título académico em poucos meses). Mas os que têm um documento oficial conferindo um qualquer grau académico poderiam na realidade juntá-lo ao seu nome. Quanto às engenharias existem cursos que dão direito ao título profissional de "engenheiro" e outros de "engenheiro técnico" e pronto.

  

O fenómeno é semelhante no Brasil e a tradição vem já do passado, do tempo da colonização do sertão brasileiro, cujos proprietários eram os conhecidos "coronéis". Mas, ainda hoje, os humildes "garçons" (empregados de mesa no Brasil) chamam, por respeito, de "senhor doutor" a qualquer cliente mais distinto que se lhes apresente, mesmo antes de saberem se tem ou não qualquer habilitação académica superior.

 

Quanto aos licenciados, bacharéis e outros que exigem ser tratados por "doutor" deveríamos acrescentar o apelido "da mula ruça". O antigo filme português, com António Silva e Vasco Santana, "A Canção de Lisboa" chamou-lhes de "doutores da mula ruça". 

 

A necessidade do título parece querer mostar aos restantes mortais que existem duas estirpes de seres humanos: os "doutores" e os "burros". motivo das praxes académicas parece ter origem na mudança de estatuto do jovem universitário, que em breve vai deixar de ser apenas um BURRO para vir a ser um DOUTOR.

free counter
publicado por Zé da Burra o Alentejano às 06:09
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
12
13
15

17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


.posts recentes

. Porque apelam para a abst...

. O descontentamento não ju...

. O motivo das "praxes"

.arquivos

. Julho 2017

. Junho 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Fevereiro 2016

. Dezembro 2015

. Setembro 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds