Sábado, 17 de Junho de 2017

Chegou o calor, chegaram os incêndios

O calor chegou e com ele a vaga de incêndios que deverão influenciar o aquecimento global muito mais do que os escapes dos automóveis, das chaminés das centrais térmicas e das fábricas, tudo junto. Porém, parece haver um pacto de silêncio pois nunca ouço ou leio qualquer coisa sobre este flagelo que atinge diversos países e Portugal em particular, mas deixo-vos uma pergunta:

a quantos escapes de automóveis corresponderá cada um dos incêndios que nos atinge todos os anos? 

Bombeiros e população sabem que os incêndios não são em geral o resultado de acidentes ou de negligência, mas de ações deliberadas, até porque se iniciam simultaneamente em diversos pontos, muitos deles de difícil acesso. Alguns dos seus autores chegam a ser detidos mas depois tudo termina com justificações muito pouco credíveis e com punições irrisórias ou que nem são divulgadas na comunicação social. 

A nossa atenção é desviada para a necessidade de se usar mais a bicicleta ou de andar a pé, mas quanto ao motivo e efeito dos incêndios nada se diz. E não acredito que sejam fruto do acaso.

No ano passado este país, que é até bastante pequeno, teve mais incêndios do que toda a Europa junta. Será isso normal? As imagens chegam a ser publicadas na internet e é fácil encontra-las. Eis uma delas vista do espaço, no caso, em 2016.

ng7449946.jpg

 (imagem retirada do google

https://www.google.pt/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiXgq-I08XUAhUJQBQKHSlHAiYQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.tsf.pt%2Fsociedade%2Finterior%2Fnasa-os-incendios-na-madeira-e-continente-vistos-a-partir-do-espaco-5333491.html&psig=AFQjCNF-ZmRnqR1bhR0sqKs5kIwHlldwvg&ust=1497815291847511

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 20:39
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Terça-feira, 14 de Junho de 2016

Serviço de Saúde para Ricos e para Pobres

Ainda há "ricos e pobres" no acesso à saúde. Este é o título de uma notícia no rr.sapo.pt, que é depois desenvolvida no texto que se segue e que vos convido a ler (ver notícia).

Relativamente ao assunto quero acrescentar que isso é o resultado de um plano preparado para liquidar o Serviço Nacional de Saúde, que aqui se apelida de SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE, tendo em vista o aumento de espaço para a sua substituição por um Serviço de Saúde Pública baseada em Seguros de Saúde contratados a companhias de seguros, à semelhança do que acontece em diversos países que, porém, têm diferenças muito grandes relativamente a Portugal: 1.º) a sua população utiliza esse sistema há muitos anos; 2.º) tem um poder de compra muito superior ao dos portugueses; 3,º) a população (que pode) tem o cuidado de fazer um seguro de saúde para qualquer criança o mais cedo possível, até porque fica muito mais económico para o segurado porque terá pela frente a expectativa de gozar de muitos e bons anos de saúde, pois as doenças e acidentes vão aparecendo e agravando ao longo da vida, o que corresponde a um largo período de lucro expectável para a companhia seguradora e é precisamente esse o objetivo de qualquer seguradora.

Apesar disso existem nesses países casos dramáticos, porque como o sistema baseado em seguros de saúde tem em vista um negócio e vez de servir a população, quem não tem dinheiro para pagar um bom seguro ou atingiu o "plafond" (valor máximo que a companhia paga) não beneficia de qualquer apoio com uma qualidade mínima aceitável e acaba por morrer por vezes como um cão vadio.
Já há alguns anos que estão a nascer em Portugal, como cogumelos, os Hospitais e as Clínicas privadas, que se preparam já para a transição dos serviços de saúde para os privados; e a maioria dos portugueses nem se apercebe da mudança em curso.

Enfim, talvez pudesse ser motivo para uma manifestação "em favor do Serviço Nacional de Saúde Público", o que não ofende os cuidados de saúde privados que sempre existiram em Portugal paralelamente ao SNS.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 10:28
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2015

Cimeira do Clima de 2015 em Paris

 

             

 

 

 

Está a decorrer em Paris mais uma cimeira sobre as alterações no ambiente provocadas pela ação do homem, de onde deverão sair importantes decisões e muitas ideias que nos serão depois transmitidas para serem postas em prática, nomeadamente sobre a necessidade de poupança de energia, de maior utilização de energias renováveis e menos poluentes.

Existe, contudo, uma área que é responsável por muita da poluição e do aquecimento do planeta de que ninguém fala, pelo menos em Portugal: a cíclica onda de incêndios nas florestas, em geral provocadas por interesses económicos e frequentemente à margem da lei. E este não é um fenómeno característico apenas do nosso país, porque acontece em muitos outros, como por exemplo na floresta tropical brasileira, africana ou na indonésia. Tudo isto gira em geral à volta dos interesses na exploração das madeiras ou de desmatamento para outros fins. É urgente que incluam este tema nos esforços de luta contra a poluição e aquecimento global.

Pois nunca é referido o necessário combate real e eficaz contra os incendiários que surgem logo que a época é um pouco mais favorável ao desenvolvimento dos incêndios. Populações, bombeiros e forças policiais são unânimes em afirmar que os incêndios não são, na sua maioria, meros acidentes, mas provocados deliberadamente. Porém, nunca se chega é a saber quais os reais motivos que estão na sua origem. Será que os políticos não têm suficiente motivação para combater este tipo de terrorismo? Com frequência a maior parte dos incendiários é associada a doentes mentais ou toxicodependentes, mas, ainda que assim seja, muitos deles agem a mando e pagos por alguém responsável e com interesses bem definidos.

Nem me vou referir à considerável poluição provocada pelas guerras porque esses são casos muito mais difíceis de combater.

A imagem acima foi tirada por um satélite a Portugal em 2003. A quantos escapes de automóvel corresponderam aqueles fogos e qual foi dano provocado no ambiente?

Será que é andando de bicicleta movida a força muscular que vamos salvar o planeta? parece-me que sugerir esse meio de transporte em cidades como Lisboa, Porto e a maioria das cidades portuguesas (em geral situadas em colinas) é completamente absurdo, onde existem alternativas que não passam pela bicicleta. Será para confundir a nossa inteligência que se insiste no uso da bicicleta em cidades com multiplas colinas? Em países sem grandes elevações o uso daquele meio de transporte é viável, mas não em Portugal, salvo raras excessões.

 

 

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 18:06
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2015

As regras têm que ser cumpridas por todos diz Cavaco Silva


O Presidente da República Cavaco Silva diz que a Grécia tem que cumprir as regras (?) porque têm que ser cumpridas por todos, mas a França tem um défice previsto para 2015 de 4,3%, pelo que a França não cumprirá a meta de 3% e não tenciona fazer mais cortes a curto prazo. Nem agora nem até 2017. Ou seja, o Tratado Orçamental não vai ser cumprido, coisa que a Itália já tinha deixado evidente.


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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 14:56
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Sábado, 4 de Abril de 2015

JSD tem 35 propostas para reduzir desemprego jovem - fico curioso

Fico curioso porque tudo o que o governo tem feito sem sido em sentido contrário.

Ora vamos rever:

De acordo com as estatísticas oficiais mais recentes, o desemprego voltou a aumentar em Portugal (link), apesar de muita gente estar a atingir a idade da reforma, o pior é que nem sequer os lugares que estão ficando livres são disponibilizados para os mais jovens, onde o desemprego é maior, atingindo já oficialmente cerca dos 35% para este grupo de portugueses. Parece que as entidades patronais estão desejando ver-se livres dos empregados que possuem e por isso não substituem os que vão saindo.

A opinião de que os portugueses deveriam ter mais filhos cai assim por terra:

1.º) Porque os portugueses mais jovens, em idade de ter filhos não podem constituir família porque nem sequer têm acesso a um emprego e quando têm o salário é insuficiente para se tornarem autónomos dos pais; ou acabam por emigrar (link). Já terão emigrado 300 a 400 mil jovens que vão procriar lá fora, como é evidente;

2.º) Porque não se vêem melhores perspetivas para as gerações futuras, só irresponsáveis desejariam ter mais do que 1 ou 2 filhos no máximo e apenas devido ao instinto de procriação. Essas crianças irão apenas engrossar um dia, quando crescerem, o número de emigrantes ou de desempregados.

O governo, ele próprio, cria o desemprego quando:  a) aumentou e continua a aumentar a idade das reformas; b) fomenta o aumento do número de horas de trabalho semanal; c) reduz o número de feriados e de dias de férias; d) reduz o número de empregos nas áreas em que é patrão, i.e. na função pública e nas empresas públicas; e nem substitui os funcionários que se vão aposentando. A renovação de uma simples carta de condução chega a demorar 1 ano e mais; e) nas empresas públicas é notório que a redução de trabalhadores pretende tornar as empresas mais atrativas para a sua privatização; f) obriga a que os municípios sigam a mesma lógica; g) não cria leis que obriguem as entidades patronais a admitir os empregados de que necessitam mas obriga a que os trabalhadores a cumpram horas extraordinárias contra a sua vontade, o que é até perigoso e vários casos, como na área dos transportes por exemplo. Obviamente que as horas extraordinárias só deveriam ser permitidas em casos pontuais e não como forma de suprir as necessidades correntes das empresas; h) reduz por lei o preço das horas extraordinárias dos trabalhadores e permite a criação de "bolsa de horas", incentivando também de outro modo o recurso das empresas a esta modalidade, porque o preço aí fica a custo zero. Os funcionários ficam obrigados a gastar os dias em crédito fora das férias que a família deixa de poder programar.

A taxa de desemprego oficial diverge da real e não se aproxima daquela porque o governo utiliza habilidades matemáticas para a reduzir. Por exemplo: quem não comparece nos Centros do Instituto de Emprego e Formação Profissional a atestar a sua condição de desempregado deixa de ser considerado como tal; o acesso aos Centros de Emprego é dificultado por falta de capacidade de resposta, acumulando-se enormes filas de utentes que aguardam a sua vez de serem atendidos levando a que muitos desistam e deixem de contar nas estatísticas. Muitos Centros da Segurança Social também já só atendem com marcação prévia por falta de pessoal; o governo cria cursos para quem quer trabalhar e quem entra neles ou os recusa deixa de ser considerado como desempregado; oferece trabalhos a tempo parcial e, do mesmo modo, quem os aceita ou recusa também sai da estatística de desempregados; os muitos portugueses que emigraram também já não constam nessas estatísticas, como é óbvio.

Será que os jovens do PSD vão propor o despedimento dos seus pais sem direito a subsídios nem reformas para eles ocuparem os seus lugares?

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 21:36
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Terça-feira, 31 de Março de 2015

O Desemprego Jovem volta a aumentar em Portugal - Março de 2015

De acordo com as estatísticas oficiais mais recentes, o desemprego voltou a aumentar em Portugal (link), apesar de muita gente estar a atingir a idade da reforma, o maior drama é que nem sequer os lugares que estão ficando livres são disponibilizados para os mais jovens, onde o desemprego é maior, atingindo já oficialmente cerca dos 35% para este grupo de portugueses. Parece que as entidades patronais estão desejando ver-se livres dos empregados que possuem e por isso não substituem os que vão saindo.

A opinião de que os portugueses deveriam ter mais filhos cai assim por terra:

1.º) Porque os portugueses mais jovens, em idade de ter filhos não podem constituir família porque nem sequer têm acesso a um emprego e quando têm o salário é insuficiente para se tornarem autónomos dos pais; ou acabam por emigrar (link). Já terão emigrado 300 a 400 mil jovens que vão procriar lá fora, como é evidente;

2.º) Porque não se vêem melhores perspetivas para as gerações futuras, só irresponsáveis desejariam ter mais do que 1 ou 2 filhos no máximo e apenas devido ao instinto de procriação. Essas crianças irão apenas engrossar um dia, quando crescerem, o número de emigrantes ou de desempregados.

O governo, ele próprio, cria o desemprego quando:  a) aumentou e continua a aumentar a idade das reformas; b) fomenta o aumento do número de horas de trabalho semanal; c) reduz o número de feriados e de dias de férias; d) reduz o número de empregos nas áreas em que é patrão, i.e. na função pública e nas empresas públicas; e nem substitui os funcionários que se vão aposentando. A renovação de uma simples carta de condução chega a demorar 1 ano e mais; e) nas empresas públicas é notório que a redução de trabalhadores pretende tornar as empresas mais atrativas para a sua privatização; f) obriga a que os municípios sigam a mesma lógica; g) não cria leis que obriguem as entidades patronais a admitir os empregados de que necessitam mas obriga a que os trabalhadores a cumpram horas extraordinárias contra a sua vontade, o que é até perigoso e vários casos, como na área dos transportes por exemplo. Obviamente que as horas extraordinárias só deveriam ser permitidas em casos pontuais e não como forma de suprir as necessidades correntes das empresas; h) reduz por lei o preço das horas extraordinárias dos trabalhadores e permite a criação de "bolsa de horas", incentivando também de outro modo o recurso das empresas a esta modalidade, porque o preço aí fica a custo zero. Os funcionários ficam obrigados a gastar os dias em crédito fora das férias que a família deixa de poder programar.

A taxa de desemprego oficial diverge da real e não se aproxima daquela porque o governo utiliza habilidades matemáticas para a reduzir. Por exemplo: quem não comparece nos Centros do Instituto de Emprego e Formação Profissional a atestar a sua condição de desempregado deixa de ser considerado como tal; o acesso aos Centros de Emprego é dificultado por falta de capacidade de resposta, acumulando-se enormes filas de utentes que aguardam a sua vez de serem atendidos levando a que muitos desistam e deixem de contar nas estatísticas. Muitos Centros da Segurança Social também já só atendem com marcação prévia por falta de pessoal; o governo cria cursos para quem quer trabalhar e quem entra neles ou os recusa deixa de ser considerado como desempregado; oferece trabalhos a tempo parcial e, do mesmo modo, quem os aceita ou recusa também sai da estatística de desempregados; os muitos portugueses que emigraram também já não constam nessas estatísticas, como é óbvio.

Por isso, se o desemprego real é muito superior ao oficial e mão me admiraria se fosse o dobro.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 10:43
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Domingo, 26 de Outubro de 2014

A banca manda em Portugal?

Vejam este vídeo e divulguem

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 12:26
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Marinho Pinto vai concorrer às eleições legislativas com um novo partido

Como é sabido Marinho Pinto vai concorrer às próximas eleições legislativas com um novo partido, o PARDIDO DEMOCRÁTICO REPUBLICANO - PDR.

Marinho Pinto fala muito bem, tem um discurso muito convincente, em especial quando nos fala contra a corrupção em que os partidos do "arco do poder" PS, PSD e CDS deixaram cair o país; ou sobre as leis encomendadas pelos Governos do PS e do PSD a Gabinetes de Advogados que impedem a punição dos crimes de corrupção; ou sobre a gestão danosa dos Gestores Públicos, principescamente pagos, mas que terão gerido as Empresas que lhe foram confiadas tendo em vista apenas a sua privatização, incluindo a Empresas Públicas de outros países, como foi o caso da EDP, vendida a uma Empresa Pública Chinesa, a "China Three Gorges"; ou sobre as Rendas Excessivas contratadas; ou sobre muitas das Parcerias Público Privadas cujos contratos foram deliberadamente feitos por forma a garantir lucros escandalosos a Empresas que nada arriscaram, e que foram depois agravados para o Estado em posteriores alterações a pretexto desta ou daquela alteração às obras.

Mas como não acredito em milagres políticos e não acredito que o PDR vá ganhar as eleições inesperadamente e muito menos com uma maioria absoluta: resta saber como irão votar em casos concretos os futuros deputados do PDR, caso sejam eleitos. E se o seu número for suficiente para fazer pender um dos pratos da balança? votará em assuntos importantes ao lado dos partidos do "arco do poder" que Marinho Pinto tem apontado como sendo os responsáveis desta situação ruinosa em que nos encontramos ou votará ao lado do PCP e do BE? Não posso crer que os futuros deputados do PDR se esqueçam então do combate à corrupção, matérias em que acredito terão a seu lado o voto do PCP e do BE. Também não posso crer que se esqueçam das PPPs ruinosas, das Swaps e que se abstenham em outros assuntos tão importantes, como a defesa dos interesses portugueses dentro e fora da UE, em alterações às leis laborais, ao Serviço Nacional de Saúde, à Segurança Social, à Justiça, à Educação, por exemplo. 

Temos sido governados há 40 anos por gente que também fala muito bem e que até prometem fazer alguma coisa pelos portugueses, mas logo se esquecem quando chegam ao poder. Depois justificam-se dizendo que o país estava pior do que julgavam e que não há condições para cumprir as promessas, como se tivessem acabado de chegar de um planeta diferente. Espero que com Marinho Pinto não aconteça o mesmo, mas cá estaremos para avaliar depois...

Veja no "Expresso.Sapo" o que nos promete Marinho Pinto

Veja mais uma achega

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 17:51
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Sábado, 13 de Setembro de 2014

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS DE 2015 EM PORTUGAL

PENSANDO JÁ NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES PARLAMENTARES DE 2015 EM PORTUGAL, O importante é que, pelo menos, nem o PS nem o PSD+CDS tenham maioria absoluta; e depois que todos os partidos de direita mais o PS não atinjam os 3/4 dos assentos da Assembleia da República.

Ainda assim, hei-de vê-los todos juntos (PS+PSD+CDS+e outros partidos de direita que consigam representação parlamentar) do mesmo lado e quanto à Constituição, deverão acabar por alterá-la mesmo através de um referendo que sempre foi recusado aos portugueses para as decisões políticas mais importantes: como adesão à CEE (agora UE), ao espaço Shangen e à moeda única.

Na realidade, a nossa Constituição não está a ser cumprida há muito tempo, descaradamente, tornando ilegais muitas das práticas deste governo e também dos anteriores. Mas nos governos de Passos Coelho tem sido escandaloso e o Tribunal Constitucional tem denunciado alguns casos sem qualquer efeito prático porque as suas decisões acabam por ser contornadas, em especial, com novas redações das leis

Para prevenir possíveis desvios do "rebanho", convém aos partidos do "arco do poder" alterar a lei eleitoral para que possam continuar a dominar a A.R. com votações mais adversas. PSD+CDS têm se empenhado nisso, mas não longe virá o tempo em que se lhes juntará o PS. O tal "Deputado de Círculo", que potencializa o voto nos partidos mais votados em cada círculo é isso mesmo. Dizem-nos que é para defender os "Interesses Regionais", o que é uma descarada mentira, pois os deputados estão sujeitos já hoje à "Fidelidade de Voto" que os obriga ao voto conforme a vontade do líder e não conforme a sua consciência. Têm havido casos em que os deputados votam contra a sua consciência deixando uma "declaração de voto" para aliviar explicando que aquela não seria a sua opção. Mas os deputados sabem bem que se quebrarem a orientação superior são banidos da A.R. e ficam com a sua carreira política destruída. Com a "declaração de voto" ficam em paz com a sua consciência, com o líder e tudo acaba em bem (para eles). 


Termino por lembrar que o nosso sistema eleitoral é o de "Hondt" que já prejudica os pequenos partidos: Votos que não elegem um deputado num qualquer círculo eleitoral não podem somar-se aos nos mesmos partidos nos restantes círculos. Assim, partidos que poderiam eleger 2, 3 ou 4 representantes, porque é esse o seu real peso a nível nacional, ficam sem qualquer voz na A.R.. Isto serve óbviamente aos grandes partidos. O sistema mais correto e democrático seria o PROPORCIONAL em que a nível nacional se distribuiriam os lugares na A.R. de acordo com o número de votos obtidos a nível do país.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 12:43
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Terça-feira, 15 de Julho de 2014

Os Seguros de Saúde não são alternativa ao Serviço Nacional de Saúde

Sou a favor do Serviço Nacional de Saúde e contra um sistema baseado em seguros de saúde porque são muito piores do que os sistemas mutualistas de saúde muito comuns durante o anterior regime.

 

Os sistemas de saúde mutualistas foram muito usados durante o anterior regime em algumas profissões e atividades e visavam servir os seus sócios prestando-lhes cuidados de saúde sem o objetivo do lucro. Mas os sistemas de saúde baseados em seguros de saúde visam o lucro, como é óbvio, e são ótimo negócio para as seguradoras. Os seguros são na realidade muito usados em alguns países e agora os últimos Governos PSD/CDS e até do PS (que até criou em tempos idos o SNS) estão a querer impingir-nos os seguros de saúde como a solução alternativa para falta de resposta do SNS face às necessidades dos portugueses. 


Mas quais são as características de um Seguro de Saúde particular? quando se pretende fazer um seguro de saúde, o seu custo depende da idade do segurado e o seu preço aumenta com a idade na medida em que as probalidades de lucro são menores porque á medida que a idade aumenta aumentam também as doenças. Ainda assim, as seguradoras têm o cuidado de fazer "check ups" aos candidatos a um novo seguro para avaliar das doenças que já possui por forma a fiquem excluídas ou que provoquem o aumento do prémio a pagar pelo seguro. A ajuda fica normalmente sujeita a um teto "plafond" a partir do qual a seguradora deixa de cobrir quaisquer despesas, o que é dramático porque é nessa altura que o doente mais precisa de apoio. O segurado, que  antes foi aliciado e acarinhado enquanto dava lucro, acaba depois abandonado à sua sorte porque atingiu o tal "plafond". Para além disso, muitos seguros caducam ao se atingir uma determinada idade o que eu considero uma cláusula abusiva, mas porque é aceite por ambas as partes não há motivo de reclamação. Existem ainda os seguros de saúde das empresas que funcionam de maneira diferente e melhor porque olham para a empresa, o cliente, como um todo e não distingue os seus trabalhadores, mas esses seguros vigoram enquanto se está em idade ativa e se trabalha na empresa.

 

Assim sendo, há que não deixar cair o SNS num sistema resídual e sem capacidade de resposta para atender e responder aos cuidados de saúde dos portugueses, o que já está a acontecer. Há que revitalizá-lo para que volte a ser o que foi não deixando cair de novo a qualidade e esperança de vida dos portugueses (onde até posso incluir a mortalidade infantil). Continuando assim apenas poderemos esperar para o futuro a redução da "esperança de vida", o que, perversamente, poderá convir até aos governos futuros porque deixam de pagar tantas pensões de reforma.

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 10:00
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