Segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Baixa Natalidade em Portugal.

Nas sociedades menos desenvolvidas a natalidade é muito alta enquanto que nas mais desenvolvidas se passa o contrário, é baixa, mas a população dos países mais desenvolvidos é mantida (ou aumentada) por vagas de imigrantes que chegam constantemente, vindas dos países menos desenvolvidos que não lhes podem oferecer condições de vida dignas para um ser humano. Há emigrantes que fogem de guerras nos países de origem.

Portugal é considerado um país desenvolvido e já recebeu vagas de imigrantes há poucos anos atrás que ajudaram a subir a sua natalidade, porém, com a degradação das condições de vida no país, voltou a ser um país de emigrantes em vez de imigrantes, por isso, ao mesmo tempo que a sua população ativa e em idade de procriar emigra a natalidade reduz-se inevitavelmente.

Existem diferenças muito profundas entre os paises desenvolvidos e não desenvolvidos que afetam a natalidade:

Nos países não desenvolvidos, as crianças não são um grande peso a suportar em termos económicos pelos pais (e pelos países), quando os pais estão ausentes ficam sózinhas ou a cargo de um irmão mais velho ou de familiares, sem necessidade de serem colocadas num infantário, começam rapidamente a ajudar nas tarefas domésticas e depois quando andam na escola, alguns anos, continuam ainda assim a auxiliar nas tarefas domésticas. É normal uma criança de 10 anos tratar dos seus irmãos mais novos. Quando retornam a casa, vindos da escola, fazem-no pelos seus próprios meios e se não têm nada mais que fazer ficam simplesmente a brincar na rua. Essas crianças não têm brinquedos caros, os livros de estudo são poucos e passam de uns para outros e acabam por não ficar muito caras ao orçamento familiar que é aliás curto. E quando começam a trabalhar, o que acontece cedo, começam a ajudar nas despesas do seu próprio sustento e no das famílias. Como nesses países não existe segurança social, as crianças são consideradas como uma espécie de segurança social para os pais. Tudo isto acontecia em Portugal há 50/60 anos atrás.

Nas sociedades mais desenvolvidas é tudo ao contrário: as crianças são um fardo bastante pesado para a maioria da população e é inadmissível que fiquem sózinhas pelo que desde tenra idade começam a frequentar infantários, enquanto os irmãos mais velhos frequentam a escola por longos anos para atingirem apenas uma escolaridade básica, só ficando aptos para entrar na idade ativa muito tarde. As famílias estão hoje dispersas e os mais idosos pouco ou nada podem contar com a ajuda dos filhos e estão dependentes da Segurança Social.

No caso de Portugal há ainda outro drama: como os jovens não conseguem arranjar um emprego no final dos longos anos de escola, apesar de em muitos casos terem atingido uma formação elevada, não podem pensar em tornar-se independentes dos progenitores, criar uma nova família, arranjar uma casa e muito menos ter filhos, por isso fazem como qualquer animal em cativeiro: sem condições não se reproduzem. Alguns emigram então em busca de um país onde possam realizar os seus sonhos e vão procriar algures fora deste país, porque em sociedades saudáveis as crianças aparecem automaticamente sem necessidades de complicados esquemas de apoio à natalidade. Quanto aos outros jovens que não emigram porque ou não têm formação que lhes permita singrar lá fora ou porque não o desejam, alguns, poucos, acabam por conseguir empregos precários e mal remunerados para um país em que o custo de vida é tão alto, continuando em casa dos pais sem conseguir a sua independência financeira. Ainda assim, alguns desses conseguem criar a sua própria família quando a idade já anda pelos 30 anos, embora não tenham uma solidez económica e financeira que lhes permita pensar em ter uma grande prole porque os rendimentos continuam baixos mas as despesas aumentam sempre, por isso ficam-se por um filho ou dois no máximo. Eis porque a natalidade está tão baixa em Portugal. Não se pode esperar que uma sociedade doente como a nossa, em que as pessoas vêm reduzida a sua qualidade de vida (e a dos seus descendentes) tenha aumentos de natalidade. Foi imoral acabar-se com os abonos de família para a generalidade dos pais portugueses.

Não se pode querer aumentar a natalidade de forma artificial sem melhorar o nível de vida dos portugueses; a não ser que se criem duas estirpes de cidadãos: uma de “obreiros”, mal pagos mas que pagam altos impostos para a outra estirpe, a dos “procriadores”, que recebem altos subsídios mas pagos apenas a quem tem muitos filhos. Uma sociedade assim faz-me lembrar a das abelhas ou das formigas. Já estamos quase lá! 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 20:01
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012

Quase 1500 nomeados pelo governo recebem subsídio de férias

Fiquei estarrecido quando li a notícia em título no meu post de que este governo nomeou 1500 pessoas que vão receber subsídio de férias (e se calhar também o de Natal), principalmente tendo em conta que o cortou aos reformados, funcionários públicos e das empresas públicas. Espero, pelo menos, que sejam gente com salários reduzidos de cerca de 500 euros, pois é imoral retirar-se aos que referi acima e depois ir nomear pessoas e dar-lhes o que foi tirado aos outros, numa espécie de Robin Wood mas ao contrário.  Veja a notícia abaixo (não precisa de link).

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 10:59
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Governo não recua na eliminação dos subsídios de Férias e de Natal aos funcionários públicos, mesmo que venha a ser declarado inconstitucional, porque invocará "ser de interesse nacional".

O facto do governo dizer que não pode cumprir com os compromissos para com o exterior se não eliminar os subsídios de natal e de férias aos funcionários públicos (reformados e alguns pensionistas) é uma mentira descarada, porque a importância que poupa pode ser compensada através de um aumento do IRS, que é uma medida muito mais justa porque abrange todos os assalariados (e já só estou a falar desses). A medida alternativa, foi defendida em tempos pelo Presidente da República e em nada reduz a verba poupada com os atuais cortes nos subsídios, seria mais justa e permitiria reduzir o esforço dos funcionários públicos, porque abrangeria um universo muito maior. Assim, se o Governo invocar o corte dos subsídios de 2012 e de 2013 aos funcionários público (talvez para sempre) por "ser uma medida de interesse público", A MEDIDA CONTINUA INCONSTITUCIONAL POR NÃO SER VERDADEIRA. Tal ficou acima completamente comprovado em poucas linhas e sem necessidade de quaisquer contas à priori. 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 14:21
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

Os cortes dos subsídios de Férias e de Natal eram inevitáveis na Função Pública?

O Sr Ministro afirma que não pode prescindir dos cortes dos subsídios de Natal e Férias, mas não é verdade, senão ele que explique: Se o montante que o governo pretende arrecadar com os cortes nos subsídios da Função Pública, Reformados e Pensionistas fosse distribuído também pelos restantes assalariados (pelo menos), como é que as receitas em 2012 e 2013 seriam menores? Porque seria necessário despedir funcionários públicos? O esforço dos primeiros seria apenas bastante menor porque o sacrifício seria distribuído por mais gente. Nem seria preciso eliminar completamente o subsídio. Mais! a legitimidade de cortar nos subsídios (salários) dos trabalhadores da função pública é exatamente igual à dos restantes trabalhadores portugueses. Depois há ainda funcionários de diferentes "estirpes", pois nem todos verão os seus subsídios cortados e o mesmo se passará com os reformados. Alguns dos grupos já se conhecem mas outros virão a ser conhecidos, é só esperar...

 

A tese de que há funcionários públicos a mais está completamente esgotada e todos os portugueses já se deram conta disso nas Escolas, nos Centros de Saúde, Hospitais, Repartições onde têm que ir tratar dos seus assuntos e têm esperar em longas filas. Quem continua a dizer que há funcionários a mais tem concerteza "cartas escondidas na manga". Que querem? querem acabar com os serviços públicos? entregá-los aos privados para que alguém lucre com isso e os serviços saiam mais caros? têm já exemplos onde isso aconteceu...

 

É claro que muitos políticos se inibem de ser tão explícitos como eu estou a ser por questões de estratégia eleitoral, para não desagradarem aos trabalhadores do setor privado, mas eu não vou a votos e posso dizer a verdade se esse receio.

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 12:00
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