Terça-feira, 15 de Outubro de 2013

A Corrupção vista do lado de dentro do poder político em Portugal

É natural ouvir críticas da oposição relativamente aos governos que vão passando pelo poder: muitas serão legítimas, mas outras poderão ser pura demagogia eleitoral. É mais instrutivo ouvir as acusações de quem vem de dentro das máquinas diabólicas do poder, merecem maior crédito, porque partem de quem esteve no interior, nos meandros das decisões políticas dos partidos no poder que levaram o país ao estado atual.

As acusações proferidas pelo Prof. Paulo Morais (PSD), pelo Prof. Medina Carreira (PS) ou até pelo Prof. Bagão Félix (CDS/PP e PSD), todos eles ligados aos partidos do "arco do poder", com responsabilidades na situação calamitosa a que este pobre país chegou e isso demonstra claramente a forma de como temos sido mal governados (desgovernados) durante tantas décadas. Não me interessa o motivo da desavença destes políticos e se ainda estão ligados a qualquer dos partidos que indiquei e a que pertenceram. Declaram-se, todos eles, desiludidos com o rumo que tomaram aqueles partidos e também pela corrupção que neles cresceu ao longo dos anos no poder. Mas o importante é que todos eles conhecem muito bem o interior daqueles partidos e isso não é do conhecimento da maioria dos militantes e muito menos dos votantes. Assim, as suas declarações comprovam o ditado popular que diz: "ZANGAM-SE AS COMADRES, SABEM-SE AS VERDADES".

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 18:35
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012

Porquê temos tantos fogos florestais em Portugal?

 As campanhas de prevenção insistem sistematicamente em nos avisar para não fazermos piqueniques com fogo, não jogar beatas para o chão, não deixar latas nem vidros pela mata como prevenção de incêndios que desde à algumas décadas nos atingem anualmente. Na realidade, as pessoas estão hoje desde os primeiros anos de escola muito mais sensibilizadas sobre o perigo de incêndio do que estavam à 30/40 anos. Havia então o hábito de fazer piqueniques com fogo e tudo (para assar umas febras, umas sardinhas...), Os homens fumavam muito mais do que hoje e as beatas eram jogadas fora, embora houvesse o bom senso de não as deitar em local de risco. Também quase não havia meios para combater os fogos: havia muito menos bombeiros, muito menos carros de combate e em muitas zonas nem sequer os havia e também não havia meios aéreos de combate. Para além dos já referidos piqueniques, hoje substituídos por almoços no restaurante, havia os trabalhadores rurais das ceifas, das debulhas, tiragens de cortiça, apanha de tomate e outras tarefas no campo que faziam no próprio local o seu almoço, ao ar livre, em "cocarias" (termo usado no Alentejo para os locais onde os trabalhadores rurais colocavam a sua panela, em geral de barro, a cozinhar o almoço), os homens fumavam e não guardavam as beatas na algibeira, porém, os incêndios eram uma coisa rara. Há hoje apenas um senão: devido à desertificação dos campos existe realmente mais mato o que não pode justificar tudo, até porque muitos dos incêndios começam frequentemente em sítios inacessíveis, de noite e em vários locais ao mesmo tempo, são os próprios bombeiros e as populações locais que o dizem. Alguns incendiários até chegam a ser capturados, mas depois as conclusões apontam em geral para motivos fúteis ou de insanidade mental dos autores e não se vai mais longe nas investigações.
Será que isto é fruto dos revoltados desta sociedade? Estarão os portugueses a ficar todos pirómanos? Existirão interesses obscuros e influentes que impedem que se consiga chegar a outras conclusões?

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 08:45
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