Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012

Teoria económica dominante está errada!

É muito fácil de entender, nem precisa ser economista: quando um país se encontra em dificuldades financeiras para pagar os juros que o mercado lhe exige e não consegue sair da crise com juros inferiores, mas com a obrigação de cortes muito drásticos e repentinos das suas despesas, em especial salários, reduz o mercado interno e leva à falência de milhares de empresas que põem no desemprego milhares de trabalhadores, reduzindo impostos cobrados a ambos e aumentando a pressão nas despesas sociais para minimizar o desemprego. As familias das sociedades desenvolvidas são hoje muito diferentes das de há um século atrás, até porque há menos laços familiares e estão também mais dispersas, pelo que o apoio familiar ou de vizinhos é muito reduzido ou nulo. Assim, empurra-se para a emigração, mendicidade ou crime todos os que ficam desprotegidos.

Para não haver rutura social o Estado teria que reduzir as suas despesas desnecessárias, salvaguardando o emprego tanto quanto possível. O aumento inevitável dos impostos, que deveria ser extendido o mais possível a toda a população e não só apenas a uma parte dela; atrasar ou anular algumas obras programadas pelo estado será fundamental; aumentar o combate à alta corrupção, tornando a justiça mais célere e eficaz: um país onde a justiça não funciona não é credível e não promove a iniciativa, exceto a que está protegida políticamente. Tem que haver em simultâneo um relançamento económico em áreas produtivas e que criem riqueza real e de bens que possam ser transacionados, substituindo importações ou viradas à exportação. 

 A solução que tem sido aplicada a alguns países da UE apenas atrasa a data da sua falência, pois a bancarrota acaba por acontecer de qualquer modo, apenas se prolonga a agonia durante alguns anos, porque no final tudo estará pior que no início. Talvez ainda seja possível evitar males maiores desde que exista real solidariedade dentro da UE. É ESSÊNCIAL A CRIAÇÃO DOS "TÍTULOS DE DÍVIDA EUROPEIA" "EUROBONDS" ANTES QUE SEJA DEMASIADO TARDE!

 

 

  


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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 10:39
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012

Porque nos baixaram o "rating" e subiram os juros para os empréstimos a Portugal?

Este país está há décadas a desindustrializar-se: umas vezes porque as nossas empresas foram privatizadas e logo desativadas (exemplo: Sorefame); outras porque se deslocalizaram para o Oriente, por via da Globalização; outras porque a política europeia comum a isso levou (a nossa indústria das pescas); outras porque não resistiram à globalização e acabaram por ir à falência, enfim estávamos a perder a nossa capacidade produtiva e as Empresas que subsistem (na área dos serviços, excepto a AUTOEUROPA alemã) contribuem pouco para o bem comum, para além dos empregos que oferecem a alguns portugueses, mas: ou têm incentivos especiais; ou os capitais aqui ganhos são desviados para se expandiram para o estrangeiro (e os novos empregos são criados lá); as mais valias, pouco taxadas, logo escapam para paraísos fiscais; etc... 

 

Apesar disso, com a entrada de Portugal no EURO, o mundo acreditou que se estava a criar um espaço monetário solidário e pudémos benificiar de muito baixas taxas de juro durante alguns anos. Foi nesta altura que o país, as regiões, os municípios e os cidadãos a título individual fizeram as contas com base nessas taxas de juro e chegaram à conclusão que poderiam endividar-se porque as receitas (ou salários) expectáveis seriam suficientes para pagar as amortizações dos empréstimos mais os juros. Mas quando os nossos credores se aperceram que nós estávamos a desmontar a nossa capacidade produtiva e que a solidariedade do EURO não seria para valer, começaram a desconfiar que não iríamos poder pagar os nossos empréstimos e assim baixaram-nos o "rating". Em consequência, os juros subiram agudizando ainda mais o problema: provocando mais falências e mais desemprego, o que determinou o aumento da sobrecarga fiscal sobre os portugueses para equilibrar as contas do Estado, reduzindo a procura interna para a qual a maioria das empresas trabalham. Entrámos então numa espiral louca e infernal cuja culpa não é nossa e de onde não poderemos sair.

 

Era chegada a hora de por à prova a solidariedade dentro do espaço do EURO, mas o egoísmo nacionalista dos países mais fortes veio à tona e não aceitaram partilhar custos, criando os títulos de dívida europeia, os chamados "EUROBONDS". Se tal tivesse acontecido o mercado teria acalmado e tudo estabilizaria rapidamente. Mas isso não aconteceu e os países atingidos foram práticamente abandonados à sua sorte e acabarão por sucumbir mais cedo ou mais tarde. Mas os países mais fortes que também abraçaram sem reservas a globalização acabarão por ser também eles minados e acabarão por seguir o destino dos mais fracos. Assim, basta esperar para verem o resultado das sua políticas! 

 

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 15:37
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