Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

Reformas na Função Pública são superiores às outras

Toda a gente sabe que as reformas dos antigos funcionários públicos são maiores que as dos antigos funcionários das empresas privadas, mas também toda a gente sabe a FP é composta fundamentalmente por gente altamente qualificada, como: professores, investigadores, médicos, juízes, enfermeiros, técnicos de saúde, militares, polícias, etc. Há muito tempo que as tarefas mais modestas deixaram de ser realizadas por FPs e foram entregues a empresas privadas: limpezas, portarias, manutenção dos equipamentos e edifícios, etc.

Na FP toda a gente desconta do seu salário até ao último cêntimo e sempre assim foi, mas toda a gente sabe também que ainda há poucos anos era prática corrente nas empresas privadas descontarem sobre vencimentos abaixo dos realmente auferidos pelos seus trabalhadores, em especial nos casos em que os salários eram mais elevados, pois assim, no imediato, todos ganhavam: patrões e assalariados. O resultado disso chega também quando vem a idade da reforma. Além disso, há ainda muita gente que pouco ou nada contribuiu mas que não deixa de ter - e muito bem - a sua reformazinha. Esses dizem que trabalheram 40/50/60 anos, mas não podem dizer quanto contribuiram do seu rendimento para a Segurança Social.

Assim é natural que as reformas na FP sejam superiores às dos trabalhadores das empresas privadas, excepto no caso das muitas empresas públicas, cujos trabalhadores nunca tiveram estatuto de "Funcionário Público" mas conseguiram atingir também pensões de reforma muito razoáveis e frequentemente superiores às dos FPs que desempenharam funções equivalentes às suas.

Na função pública os salários sempre foram abaixo dos privados e se mesmo assim muita gente buscava um lugar no estado e na FP eram sem dúvida as contrapartidas que estavam inerentes ao estatuto do FP que as atraía. Essas contrapartidas foram eliminadas, inclusivé para os FPs mais velhos que já não têm sequer oportunidade de recomeçar uma nova carreira.

Os FPs descontaram para a sua aposentação durante toda a sua vida ativa, mas os muitos políticos que se reformam ao fim de poucos anos, quanto descontaram para as suas pensões milionárias? 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 17:12
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Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Avaliação de Desempenho na Função Pública (e não só)

Quem é que acredita numa avaliação de desempenho isenta na FP e em muitas empresas privadas? As melhores avaliações vão sempre para quem aceita prestar "serviços extra" aos chefes; para quem denuncia colegas; para quem chega a acusar colegas por atos que não praticaram, ou que distorcem a verdade, dando indicação aos chefes de situações diferentes das reais, com prejuizo para os colegas que consideram concorrentes ao lugar que aspiram, ou porque desejam simplesmente o seu afastamento do local de trabalho; para quem pertence à familia, para quem é conterrâneo ou amigo que pode até ser do mesmo partido. Frequentemente há vítimas que são prejudicadas e que nem sequer têm a oportunidade de se justificarem ou defenderem. Por isso, qualquer avaliação de um trabalhador deve ser feita relativamente às tarefas que esse trabalhador executa na realidade e sobretudo baseada em valores quantificáveis e objetivos.

 

Na Função Pública usam-se impressos confusos, com descrição de funções muito vaga, nem sempre a avaliação se fundamenta em valores quantificáveis e objetivos claros e, em consequência, as notações boas, aquelas que permitem evoluir na carreira, são, em geral, criteriosamente distribuídas de acordo com o resultado de cálculos feitos com fórmulas em que os avaliadores entram com variáveis muito subjectivas, mas com ponderação também muito importante para a classificação final. Assim, quem acredita na isenção da atual avaliação na FP é ingénuo (ou pior: é parvo).

 

A avaliação na FP foi criada para travar a progressão dos trabalhadores nas suas carreiras, mas o sistema é ainda mais injusto que o anterior, porque deixa aberta "uma porta muito estreita" por onde têm que passar aqueles que à partida se quer proteger, deixando de foram muitos outros que o avaliador gostaria de premiar mas que já não cabem na tal "porta estreita". Depois há os injustiçados de que já falei....

 

E agora a agonia vai continuar com os PECs, o FMI e o que mais aí vem.... Chau! 

 

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 15:31
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