Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Avaliação de Desempenho na Função Pública (e não só)

Quem é que acredita numa avaliação de desempenho isenta na FP e em muitas empresas privadas? As melhores avaliações vão sempre para quem aceita prestar "serviços extra" aos chefes; para quem denuncia colegas; para quem chega a acusar colegas por atos que não praticaram, ou que distorcem a verdade, dando indicação aos chefes de situações diferentes das reais, com prejuizo para os colegas que consideram concorrentes ao lugar que aspiram, ou porque desejam simplesmente o seu afastamento do local de trabalho; para quem pertence à familia, para quem é conterrâneo ou amigo que pode até ser do mesmo partido. Frequentemente há vítimas que são prejudicadas e que nem sequer têm a oportunidade de se justificarem ou defenderem. Por isso, qualquer avaliação de um trabalhador deve ser feita relativamente às tarefas que esse trabalhador executa na realidade e sobretudo baseada em valores quantificáveis e objetivos.

 

Na Função Pública usam-se impressos confusos, com descrição de funções muito vaga, nem sempre a avaliação se fundamenta em valores quantificáveis e objetivos claros e, em consequência, as notações boas, aquelas que permitem evoluir na carreira, são, em geral, criteriosamente distribuídas de acordo com o resultado de cálculos feitos com fórmulas em que os avaliadores entram com variáveis muito subjectivas, mas com ponderação também muito importante para a classificação final. Assim, quem acredita na isenção da atual avaliação na FP é ingénuo (ou pior: é parvo).

 

A avaliação na FP foi criada para travar a progressão dos trabalhadores nas suas carreiras, mas o sistema é ainda mais injusto que o anterior, porque deixa aberta "uma porta muito estreita" por onde têm que passar aqueles que à partida se quer proteger, deixando de foram muitos outros que o avaliador gostaria de premiar mas que já não cabem na tal "porta estreita". Depois há os injustiçados de que já falei....

 

E agora a agonia vai continuar com os PECs, o FMI e o que mais aí vem.... Chau! 

 

 

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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 15:31
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Sábado, 5 de Junho de 2010

No Ensino trabalha-se para a estatística

O 12.º ano vai ser em breve a escolaridade mínima obrigatória para todos os jovens portugueses. Todos eles terão que a conseguir sob pena de ficarem marginalizados e ninuém deseja aumentar o número de pessoas “empurradas” para a marginalidade que mais facilmente acabarão por cair na indigência e no crime. Assim, a alternativa será a de facilitar gradualmente a obtenção do 12º ano a todos os jovens, o que é até injusto para os bons alunos que não conseguem ver reconhecido o seu mérito. A passagem do 8.º ano directamente para o 10.º, com exames em duas disciplinas é mais um passo nesse sentido e para que os portugueses "subam" o seu nível de escolaridade. O 12º ano não signifique assim uma melhor preparação para o trabalho e para o seu progresso pessoal e do país. Mas há algumas vantagens: 1.ª) enquanto os jovens andam na escola não andam à busca de emprego nem figuram nas estatísticas de desempregados, o que é bom para essas estatísticas; 2.ª) aumenta-se o nível de escolaridade do país, o que também é bom para as estatísticas; 3.ª) são precisos mais professores no sistema de ensino português o que ajuda à redução do desemprego, o que também é melhor para as tais estatísticas de desemprego. Estamos assim sobretudo a trabalhar para as ESTATÍSTICAS, pois o facto de se exibir hoje um certificado de habilitações com o 9.º, 11.º ou 12.º anos já não dá qualquer indicação às entidades empregadoras sobre as reais aptidões dos candidatos aos empregos que têm para oferecer, assim têm que ser as entidades empregadoras a avaliar essas qualificações. Além disso, a escola pública já não é hoje, em muitos estabelecimentos de ensino público, o local mais aconselhável para que os jovens atinjam os necessários conhecimentos por forma a prosseguirem os seus estudos com sucesso nas universidades, mesmo que sejam jovens inteligentes e interessados, por isso muitos pais, já hoje, por vezes até com algumas dificuldades financeiras, procuram o ensino particular para os seus filhos. O problema é que o ambiente em algumas escolas públicas não é o melhor e essas escolas estão impossibilitadas de resolver os problemas que se lhes deparam e têm que aceitar todos os jovens, bons, maus, interessados, desinteressados, humildes, desordeiros, assidúos ou não. Porque todos jovens são obrigados a frequentar a escola enquanto menores, mesmo que por ela não revelem qualquer interesse, muitos deles andam lá apenas porque o sistema a isso os obriga ou para que os pais não percam o direito ao “Rendimento mínimo de inserção”. Alguns desses jovens utilizam a escola, os colegas e até os professores para se divertirem, gozando-os e boicotando as aulas. As escolas privadas, pelo contrário, livram-se facilmente desses alunos. Há que mudar, de contrário estamos a condenar o futuro dos portugueses a figurar “orgulhosamente” nas estatísticas como sendo dos com mais anos de escolaridade e mais nada.
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publicado por Zé da Burra o Alentejano às 19:58
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